BMW quer usar ciência espacial em seus carros

segunda-feira, 9 de março de 2009 11:57 BRT
 

Por Christiaan Hetzner

GENEBRA (Reuters) - A BMW quer utilizar tecnologia da Nasa para melhorar a eficiência de combustível de seus carros de luxo e reduzir as emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Engenheiros do laboratório experimental de alta tecnologia da BMW em Palo Alto, na Califórnia, estão tentando adaptar o sistema termoelétrico das sondas espaciais da Nasa ao uso em automóveis, disse o diretor de integração de veículos da BMW à Reuters.

As sondas da Nasa utilizam os chamados geradores de radioisótopos termelétricos (RTGs), que transformam o calor gerado pela queda natural do plutônio em eletricidade. A BMW quer trazer o conceito de volta para a Terra ao recuperar a energia térmica liberada pela combustão dos motores.

"Acredito firmemente que, quando observarmos essa tecnologia dentro de 20 anos, ela será a questão central, que substituirá tudo mais", disse Hans Rathberger.

Rathberger afirmou que a física simples impede que um motor de combustão convencional exceda uma razão de eficiência de um terço. Um motor com produção de 200 kilowatts gera 400 kilowatts de energia térmica como subproduto.

Reciclar essa abundante fonte de energia requereria substituir o plutônio do RTG por um material sem risco que seja capaz de conduzir eletricidade mas resista ao calor, uma tarefa nada fácil.

A BMW escolheu um elemento semicondutor conhecido como telurídio de bismuto para servir como conexão entre o fluido de refrigeração do motor do carro e o duto central dos gases de escape, para alimentar o ciclo termoelétrico.

Em termos simples, uma carga é induzida quando você aquece e resfria dois extremos separados de um circuito fechado. A quantidade de eletricidade gerada é proporcional à diferença de temperatura dos dois pontos.