9 de Março de 2009 / às 19:51 / 9 anos atrás

TIM faz mistério sobre Intelig em anúncio de "relançamento"

SÃO PAULO (Reuters) - A terceira maior operadora de telefonia celular do Brasil, TIM, inicia na terça-feira sua campanha de “relançamento” em um esforço de marketing e operacional que pode incluir a aquisição da operadora fixa Intelig para reduzir a conta de 4 bilhões de reais por ano que a empresa tem com custos de rede.

Em entrevista com jornalistas para anunciar mudança do mote da TIM de “Viver sem fronteiras” para “Você, sem fronteiras”, o presidente da operadora, Luca Luciani, evitou várias vezes comentar em que nível estão as negociações com o grupo Docas Investimentos, atual dono da rede de cerca de 500 mil quilômetros da Intelig, mas reafirmou a importância da empresa para a TIM.

Segundo o executivo, a Intelig reforçaria a infraestrutura fixa de fibras óticas da TIM no país em momento em que os custos de rede da operadora de origem italiana somam cerca de 1 bilhão de reais por trimestre.

Mas ele evitou informar em quanto a TIM poderia reduzir essa conta com a incorporação da Intelig e não informou se a empresa já teria um plano de financiamento para uma eventual aquisição.

Entretanto, ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de um acordo estar garantido para a compra da Intelig, Luciani, bem humorado, sorriu e piscou para a jornalista que fez a questão.

Luciani informou que apesar das negociações para uma eventual aquisição da Intelig, a TIM seguirá com os planos para construir redes de anéis de fibra ótica nas principais capitais do país para melhorar sua eficiência no transporte de dados.

A empresa tem orçamento de investimento de 2,3 bilhões de reais no Brasil em 2009, dos quais 60 por cento será destinado à infraestrutura de rede.

“Vamos atacar todo o mercado de telecomunicações e o que é fundamental é combinar acesso móvel com fibra ótica”, disse Luciani.

A empresa vai reformular seu portfólio de ofertas a partir do segundo trimestre, segmentando produtos para públicos específicos, como foi o caso do serviço de Internet móvel pré-pago lançado recentemente. O foco da empresa no relançamento está em atrair a simpatia dos clientes e evitar interesse “mercantil” dos usuários por ofertas cada vez mais agressivas.

“O mercado hoje tem todas as empresas em GSM e todas com cobertura nacional e isso em 2008 disparou uma guerra de preços e subsídios, criou uma relação absolutamente mercantilista com o cliente e esse tipo de comportamento é que está destruindo o valor da indústria”, disse na coletiva o diretor de marketing da TIM, Rogério Takanayagi.

Sobre a interposição de recurso do grupo Telco contra decisão da Comissão de Valores Mobiliários que o obriga a fazer oferta pelas ações ordinárias da TIM Participações, Luciani não fez qualquer comentário afirmando que cabe aos acionistas da Telecom Italia responder.

Nesta segunda-feira, uma fonte afirmou à Reuters em Milão que o grupo Telco apelou da decisão e com isso, se a CVM decidir manter sua decisão após o recurso, a Telco terá 18 dias para fazer o registro da oferta pública que poderá implicar em gasto de cerca de 1 bilhão de reais.

Por Alberto Alerigi Jr

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below