16 de Março de 2009 / às 16:06 / em 9 anos

Vaticano cria site em chinês, mas alguns temem bloqueio

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O Vaticano está lançando uma versão em chinês de seu site, em um esforço para ampliar a difusão da mensagem do Papa Bento 16 na China, cujo governo comunista não permite que os católicos do país reconheçam a autoridade do pontífice.

Algumas fontes da Igreja e alguns diplomatas disseram temer que o site possa ser bloqueado pelas autoridades chinesas, como aconteceu com outras páginas.

O Vaticano anunciou no domingo que a versão em chinês do site, www.vatican.va, será lançada na quinta-feira. O site já está disponível em sete outros idiomas.

O discursos do Papa e outras formas de conteúdo estarão disponíveis em ideogramas chineses tradicionais e simplificados.

O governo comunista chinês não permite que os católicos do país reconheçam a autoridade do Papa e os força a participar de uma organização católica apoiada pelo Estado.

Existem entre 8 milhões e 12 milhões de católicos na China, e eles estão divididos entre a Igreja aprovada pelas autoridades e uma versão leal ao papa.

Embora o Vaticano declarasse esperar que o site fosse utilizado por “internautas de todo o mundo”, fontes da Igreja e diplomatas temem que o site seja bloqueado.

“Enquanto o site não postar nada a que o governo objete, tudo bem”, disse o padre Bernardo Cerbellera, diretor da Asia News, uma agência de notícias religiosas online que se especializa em assuntos chineses.

“Mas assim que começar a falar sobre a nomeação de bispos ou sobre o Tibete ou o Dalai Lama, será bloqueado como o nosso muitas vezes o foi”, disse Cervellera à Reuters.

A China bloqueia regularmente sites que considera reprováveis, especialmente os que criticam o Partido Comunista.

O acesso ao site do New York Times e às versões em chinês da BBC, Voz da América e Ming Pao News e Asiaweek, de Hong Kong, também foi bloqueado no passado.

A China, que afrouxou as rédeas de sua Internet antes e durante da Olimpíada de Pequim, em agosto, disse que tem direito de bloquear sites cujo conteúdo é ilegal aos olhos das leis chinesas.

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