Toshiba aponta novo presidente-executivo e corta custos

quarta-feira, 18 de março de 2009 13:16 BRT
 

Por Sachi Izumi

TÓQUIO (Reuters) - A japonesa Toshiba apontou Norio Sasaki como seu novo presidente-executivo, confiando ao experiente líder de sua divisão de energia a condução de um plano de corte de custos de três bilhões de dólares, enquanto a gigante da eletrônica caminha em direção a um prejuízo recorde.

A Toshiba, que está encarando um prejuízo anual de 280 bilhões de ienes (2,8 bilhões de dólares), principalmente devido aos problemas de sua divisão de chips, anunciou nesta quarta-feira que desejava ter um líder único que comandasse sua reestruturação, recuperação e as fases de crescimento subsequentes.

A mudança de comando surgiu dois dias depois que a rival Hitachi apontou outro veterano do setor de energia, Takashi Kawamura, como seu novo presidente-executivo, a partir de abril, com a missão de reestruturar suas amplas operações.

Como importante assessor do atual presidente Atsutoshi Nishida, Sasaki estava encarregado dos negócios de infraestrutura social da Toshiba, que incluem usinas de energia, elevadores e equipamentos médicos.

Essa é a única divisão lucrativa da empresa no momento, já que a recessão mundial vem exercendo pesado impacto sobre os semicondutores, os eletrônicos e os eletrodomésticos.

Sasaki, que liderou a aquisição pela Toshiba do grupo de energia nuclear norte-americano Westinghouse, em 2006, se tornará presidente-executivo em junho, se os acionistas aprovarem a mudança, enquanto Nishida assumirá a presidência do conselho depois de quatro anos como líder executivo do grupo.

O atual presidente do conselho, Tadashi Okamura, se tornará assessor.

Nishida comandou a ascensão da Toshiba como segunda maior fabricante de chips de memória flash NAND, atrás da Samsung Electronics.

"A crise econômica pode ser superada pelo uso da imaginação, e da inovação, e acredito que essa possa ser uma grande chance de darmos o próximo salto adiante", disse Sasaki em um briefing.

A Toshiba definiu um plano de corte de custos de 300 bilhões de ienes (3,1 bilhões de dólares), para o ano fiscal que está por começar, com o corte de investimentos de capital e trabalho terceirizado. A empresa também planeja a adiar a construção de novas fábricas de chips de memória flash, enquanto dedica mais recursos a áreas de crescimento como as baterias de lítio íon e os sistemas de energia solar.