Vodafone e Telefónica vão dividir estrutura de rede na Europa

segunda-feira, 23 de março de 2009 12:34 BRT
 

Por Georgina Prodhan e Sarah Morris

LONDRES/MADRI (Reuters) - A Vodafone e a Telefónica fecharam acordo para dividir estrutura de rede em quatro países europeus, a fim de atender à alta na demanda por banda larga móvel e ao mesmo tempo economizar centenas de milhões de libras em custos.

O acordo amplamente aguardado foi anunciado nesta segunda-feira, e é o maior desse tipo abarcando mais de um país. Os termos são um sinal da necessidade de economizar custos e de uma atitude mais relaxada quanto à propriedade do equipamento, bem como testemunho do sucesso dos pacotes de dados a preço fixo.

O acordo cobre Reino Unido, Alemanha, Irlanda e Espanha, e pode se estender à República Tcheca, dizem as duas empresas. Elas compartilharão centrais, equipamentos como torres de celulares e fontes de energia, mas manterão separados seus equipamentos de rádio e seus fornecedores.

"Trata-se de um acordo que promoverá verdadeira transformação", disse Michel Combes, presidente-executivo da Vodafone Europe, a jornalistas. Matthew Key, seu colega na Telefónica, declarou que "a atual situação econômica provou ser um catalisador".

Irlanda, Espanha e Reino Unido foram as primeiras das economias desenvolvidas européias a sentir o impacto da desaceleração econômica, que posteriormente se expandiu ao restante do mundo.

As vendas da Telefónica em seu país de origem, a Espanha, cresceram mais devagar do que em qualquer de seus outros grandes mercados, no ano passado, enquanto no Reino Unido a Vodafone reduziu suas projeções duas vezes em 2008, mencionando as condições desafiadoras na Europa.

As operadoras de telecomunicações também estão cada vez mais percebendo que não precisam ser proprietárias e cuidar da manutenção de seus equipamentos de rede, para manter a melhor qualidade de serviço.

"Tão logo você percebe que sua rede deixou de ser um ativo que diferencia sua empresa, encontra maneiras de reduzir seu custo de manutenção, ao compartilhá-la ou terceirizá-la", disse Michele Campriani, presidente-executiva da Accanto Systems, que produz software de telecomunicações.