Internet pode trazer o amor, mas também envolve riscos--pesquisa

segunda-feira, 23 de março de 2009 16:28 BRT
 

MILÃO (Reuters) - Navegar na Internet é uma maneira de encontrar o amor, socializar-se e melhorar as relações pessoais para sete em cada 10 adultos, mas, apesar de 99 por cento dizerem que protegem os seus dados pessoais, muitos usuários não estão completamente seguros enquanto se socializam online.

Os dados são da pesquisa Norton Online Living Report (Nolr), levantamento global sobre hábitos online conduzida pela Symantec em 12 países entre 13 outubro e 5 dezembro 2008.

Algo como metade dos entrevistados, de acordo com a pesquisa, visita conscientemente sites perigosos, não faz backup dos seus dados e mantém uma senha não segura.

"Embora a tecnologia possa ajudá-lo a encontrar o amor, só você pode garantir segurança online a si mesmo e à sua família na Internet", diz Ida Setti, gerente de marketing para o consumidor da Symantec Italia & Iberica. "Hoje, a Internet tornou-se parte integrante das nossas vidas, oferecendo uma infinidade de oportunidades para se manter ligado um com o outro", acrescentou.

De acordo com os resultados da investigação, os entrevistados possuem uma média de cerca de 41 amigos virtuais, 49 por cento mantêm um perfil em uma rede social e 24 por cento compartilha online seus próprios segredos.

Mesmo as crianças utilizam a Internet para se socializar, mas os pais muitas vezes ignoram essas atividades, com as quais eles participam de jogos online e passam horas conectados à rede.

A pesquisa, que teve uma amostra de 6.427 adultos com 18 anos ou mais, além de 2.614 jovens de 8 a 17 anos, que se conectam uma ou mais horas por mês, mostra que 90 por cento dos pais consideram que é sua responsabilidade proteger crianças que utilizam a Internet. Por isso, eles têm promovido um diálogo com eles sobre esta questão -- índice 20 por cento maior que no ano passado.

Além disso, os jovens estão começando a abrir o seu mundo online para os adultos: 25 por cento deles são amigos virtuais dos pais e 10 por cento utilizam a tecnologia (mensagens instantâneas, redes sociais, email) para manter contato com seus avós.

(Redação Milão)