Esperança do setor de computação está nas nuvens

quinta-feira, 26 de março de 2009 16:16 BRT
 

Por Eric Auchard

LONDRES (Reuters) - Ninguém consegue definir com facilidade.

Mas a próxima fase da revolução da computação está surgindo das cinzas da atual crise econômica. A nova abordagem provê poder de computação como serviço via Web, mais ou menos como uma empresa de eletricidade fornece energia, em lugar de fazer com que os consumidores comprem computadores que eles mesmos administram.

O nebuloso termo que designa o processo é "computação em nuvem".

Pode esquecer aquelas rigorosas distinções entre software, hardware e armazenagem, a Web e o computador pessoal. A maior parte delas desaparece quando tudo isso se funde na nuvem.

As nuvens ficam em centrais de processamento de dados que podem abrigar milhares de máquinas do tamanho de caixas de pizza, computadores de rede capazes de processar cada qual milhões de transações. Eles utilizam os mais recentes softwares, definidos por jargões atualmente na moda como Web 2.0, virtualização e código aberto.

Sempre em busca da próxima grande idéia, o setor de tecnologia decidiu que a nuvem será o seu próximo grande princípio organizador, assim que as empresas retomarem seus padrões normais de dispêndios.

"Motivos econômicos convincentes provavelmente forçarão os usuários a adotar a nuvem", disse Eric Clementi, gerente geral de computação em nuvem da International Business Machines (IBM), em uma conferência na semana passada. A IBM está estabelecendo núcleos centralizados de computação em nuvem em diversos locais do planeta.

Seis meses depois do início de uma crise financeira que sufocou quase toda a iniciativa empresarial, duas das maiores empresas mundiais de tecnologia estão tomando a ofensiva.   Continuação...