ENTREVISTA-Presidente da Ceitec tem metas ousadas para 1a estatal de chip

quinta-feira, 26 de março de 2009 18:02 BRT
 

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE (Reuters) - Na véspera de assumir a presidência da Ceitec, primeira estatal brasileira do ramo da microeletrônica, o alemão Eduard R. Weichselbaumer tem planos ousados para colocar uma pequena empresa no mapa do comércio internacional da alta tecnologia.

"Gosto de fazer uma coisa a partir do zero e aqui (na Ceitec) temos um bom começo", disse Weichselbaumer à Reuters.

O engenheiro foi selecionado para a função por uma equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia e terá como principal desafio enfrentar o déficit da balança comercial brasileira de produtos eletroeletrônicos que chegou a 22 bilhões de dólares em 2008, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Só em semicondutores, as importações custaram ao Brasil 4,04 bilhões de dólares, cifra 18 por cento maior que em 2007.

Para cumprir a tarefa, ele aposta na montagem de uma estrutura técnica ágil capaz de enfrentar a concorrência acelerada do setor e na parceria com empresas estrangeira para produção de sistemas que superem a capacidade de fabricação em instalações próprias.

Está prevista, inclusive, a montagem de uma filial da Ceitec no Vale do Silício (EUA).

"Quem tem a propriedade intelectual tem o comando. A propriedade intelectual tem mais valor que a fabricação", disse Weichselbaumer.

Pelos planos do novo presidente, a empresa deve ter sua atuação bastante centrada, dando prioridade ao desenvolvimento de semicondutores para três faixas do mercado: sistemas de identificação por rádio freqüência (da sigla em inglês RFID), comunicação sem fio e multimídia digital.   Continuação...