Especialistas em computação se preparam para praga "Conficker"

quarta-feira, 1 de abril de 2009 10:00 BRT
 

Por Jim Finkle

BOSTON (Reuters) - Um programa que infectou milhões de computadores pode entrar em fase mais ameaçadora na quarta-feira, o que poderia envolver ataques abertos ou uma mutação discreta que promoveria uma distribuição ainda mais ampla.

Os especialistas em segurança da computação que examinaram o código do worm Conficker dizem que ele foi projetado para iniciar uma nova fase em 1o de abril, e embora não esteja claro se iniciará ataques ou permanecerá adormecido, sua persistente presença está incomodando empresas que operam com orçamentos multimilionários de combate aos crimes virtuais.

O Conficker, que se estima esteja instalado em entre 2 milhões em 12 milhões de computadores em todo o mundo, foi projetado para transformar um computador em escravo que responde a comandos de um servidor remoto, o qual controla um "exército" de computadores escravos, conhecido como uma "botnet".

"Pode ser usado para ataques e também para espionagem. Pode destruir arquivos, pode se conectar a endereços de Internet e pode encaminhar a terceiros cópias de email", disse Gadi Evron, especialista em botnets que ajuda governos a se proteger contra crimes cibernéticos.

Mas como muitos especialistas em segurança, ele duvida que a quarta-feira venha a trazer um grande ataque.

O vírus é poderoso o bastante para atacar computadores infectados já há meses, explorando vulnerabilidades no sistema operacional Microsoft Windows. Evron e diversos outros analistas afirmaram que a mudança da quarta-feira poderia simplesmente expandir as funções do Conficker e possivelmente torná-lo mais perigoso.

"Trata-se do equivalente eletrônico de ser informado de que uma forte tempestade está em curso, e que ela tem 20 por cento de chance de atingir algum lugar", disse Mark Rasch, executivo da Secure IT Experts, que durante 25 anos foi promotor público especializado em crimes da computação no Departamento da Justiça dos Estados Unidos.

"Não é hora de se trancar em uma casamata. Mas seria prudente olhar pela janela", acrescentou.