Com menos regras, teles prometem ajudar na recuperação econômica

quinta-feira, 2 de abril de 2009 09:38 BRT
 

Por Georgina Prodhan

LONDRES (Reuters) - O setor mundial de telecomunicações pode ajudar o mundo a sair da recessão ao criar 25 milhões de empregos nos próximos cinco anos, caso a regulamentação se torne menos intrusiva e o segmento obtenha as frequências de comunicação de que precisa, afirmam líderes setoriais em uma carta.

Em um apelo do Grupo dos 20 maiores países industrializados e em desenvolvimento do planeta (G20), cujos líderes estão se reunindo em Londres, os signatários afirmam que estão preparados para investir 550 bilhões de dólares em redes de banda larga móveis, o que elevaria o PIB mundial em três a quatro por cento em um prazo de cinco anos.

"Não queremos um plano de resgate. Desejamos investir", afirmou Michael O'Hara, vice-presidente de marketing da organização setorial GSM Association, contrastando o setor com os bancos, cujo futuro é um dos temas centrais na reunião do G20.

O setor afirma que, ao investir em banda larga móvel, pode estimular o crescimento ao conectar centenas de milhões de pessoas à Internet, especialmente os moradores de economias menos desenvolvidas, onde não haja acesso a redes de telefonia fixa.

"Acreditamos que temos o potencial de conectar 2,4 bilhões de pessoas à Internet até 2013 via telefonia móvel", disse O'Hara à Reuters em entrevista por telefone. Ele estimou que entre 200 milhões e 300 milhões de pessoas se conectem à Internet por redes móveis no momento.

Como condição para o investimento, os 25 signatários --que incluem os presidentes-executivos da Nokia, NTT DoCoMo e Ericsson-- estão exigindo um ambiente regulatório mais estável e preços justos para as novas frequências de comunicação.

"Os argumentos de negócios em favor da banda larga móvel dependem muito de políticas regulatórias. Nos últimos anos, tivemos uma tendência de ampliação nas intervenções regulatórias, em muitos casos quando isso não era apropriado", afirma a carta divulgada na quinta-feira.

Decisões imprevisíveis de órgãos governamentais, como a União Europeia sobre os preços que as empresas de telecomunicações podem cobrar dos consumidores e umas das outras, ou sobre como devem compartilhar recursos, desencorajam o investimento, afirma a associação.