Setor de Tecnologia perde peso na economia brasileira, mostra estudo do IBGE

sexta-feira, 3 de abril de 2009 11:45 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de tecnologia da informação (TIC) perdeu peso na economia do Brasil entre 2003 e 2006, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira.

O segmento apresentou uma receita líquida de 205,9 bilhões de reais em 2006, último ano apurado pelo IBGE, ante os 139,7 bilhões de reais de 2003.

A soma do valor adicionado e do valor de transformação industrial, dois conceitos da pesquisa do IBGE, entretanto, representou 8,3 por cento do valor total produzido pela indústria, comércio e serviços do país, uma queda de 0,6 ponto percentual sobre 2003, quando era de 8,9 por cento.

O valor adicionado é a diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário e o de transformação industrial é a diferença entre o valor bruto da produção e os custos das operações industriais, explica o IBGE.

Para os pesquisadores, a razão da queda está no fato do setor de telecomunicações ter crescido menos que os demais no intervalo de anos.

O setor de TIC brasileiro era formado, em 2006, por 65.754 empresas, que empregavam 673.024 pessoas. Entre 2003 e 2006, houve um aumento de 18,3 por cento no número de empresas e de 40,7 por cento no de pessoas ocupadas.

"Apesar desse crescimento, entre 2003 e 2006, a participação do setor TIC no total de empresas do país manteve-se estável, em, respectivamente, 2,4 por cento e 2,5 por cento", diz a pesquisa.

A receita líquida do setor TIC também manteve uma participação estável no total, em torno de 7,1 por cento do total, de 2003 a 2006. Já a fatia do pessoal ocupado no setor foi a única a ter um ligeiro crescimento no mesmo período, de 2,6 por cento para 3,0 por cento.

"As telecomunicações são responsáveis pela maior parcela de geração de valor do setor de TIC, embora apresentem perda de participação, de 55,2 por cento em 2003 para 47,8 por cento em 2006. Por outro lado, as atividades de informática e as atividades industriais aumentaram sua participação de 23,6 por cento para 25,6 por cento e de 19,3 por cento para 22,9 por cento, respectivamente", afirma o estudo.

(Reportagem de Taís Fuoco)