Presidente da Telefónica enfrenta Justiça sobre venda de ações

segunda-feira, 6 de abril de 2009 15:16 BRT
 

MADRI (Reuters) - O presidente da Telefónica deverá se apresentar à Justiça na semana que vem sobre as acusações de que ele teria usado informações internas para ganhar dinheiro quando era diretor da empresa de cigarros Tabacalera, informou autoridade judicial nesta segunda-feira.

Os promotores estão pedindo prisão de quatro anos e meio para Cesar Alierta e de quatro anos para seu sobrinho, Luis Javier Placer, que também é acusado, de acordo com comunicado judicial.

Ambos os executivos, que já negaram as acusações anteriormente, são acusados de terem conseguido 1,86 milhão de euros (2,52 milhões de dólares) na compra de ações da Tabacalera em 1997, utilizando informação privilegiada.

Nem Alierta nem Javier Placer foram encontrados imediatamente nesta segunda-feira para comentar o caso.

"Esse é um caso complicado e inicialmente quatro sessões estão agendadas, de terça (14 de abril) a sexta-feira (17 de abril), disse a autoridade judicial.

O regulador do mercado de capitais da Espanha, o CNMV, investigou as compras de ações em 1998 e concluiu que não houve nenhum tipo de prática ilegal.

Uma investigação legal sobre as operações de ações foi iniciada em 2002 e o promotor público afirmou no mesmo ano que não houve evidência de irregularidades.

Mais tarde, a Justiça determinou que não havia motivo para abrir um caso judicial, em resposta a um pedido de uma associação de defesa do consumidor sobre o caso.

Em 2005, as acusações contra Alierta foram novamente arquivadas pela Justiça, que decidiu que muito tempo já havia se passado, mas uma corte em Madri pediu que o caso fosse reaberto.

(Reportagem de Robert Hetz)