Tech Mahindra vence concorrência pela Satyam na Índia

segunda-feira, 13 de abril de 2009 11:48 BRT
 

Por Janaki Krishnan e Saikat Chatterjee

MUMBAI (Reuters) - A Tech Mahindra, da Índia, pagará mais de 500 milhões de dólares para adquirir uma participação controladora na Satyam Computer Services, o que lhe permitirá salvar a empresa abalada por fraudes e conquistar espaço junto às maiores empresas indianas de terceirização de serviços tecnológicos.

A Tech Mahindra, na qual o BT Group britânico detém 31 por cento de participação, superou o conglomerado de mecânica pesada Larsen & Toubro, visto como favorito, e o grupo de capital privado WL Ross & Co na concorrência pela aquisição de 51 por cento da empresa que ocupa posição central no maior escândalo corporativo da história da Índia.

A venda da Satyam deve restaurar a confiança no setor indiano de serviços de tecnologia, em um momento no qual a crise econômica mundial já desacelerou o crescimento.

"A Tech Mahindra terá de agir rápido agora; se não o fizerem, a erosão de clientes da Satyam continuará", disse Tarun Sisodia, diretor de pesquisa da Anand Rathi Financial Services.

Três meses atrás, o fundador e presidente do conselho da Satyam chocou investidores ao informar que os lucros de sua empresa vinham sendo inflados há anos e colocou em dúvida a sobrevivência de uma empresa que chegou a ocupar o quarto posto entre as exportadoras indianas de serviços de software.

O governo interferiu rapidamente e demitiu todo o conselho da empresa, a fim de limitar os danos ao setor de tecnologia da informação do país, que vinha brilhando.

A Tech Mahindra pagará 351 milhões de dólares por uma emissão de novas ações preferenciais equivalente a 31 por cento do capital da empresa, e depois apresentará oferta por mais 20 por cento das ações do grupo a um custo de até 225 milhões de dólares adicionais.

A Tech Mahindra, subsidiária do grupo automotivo Mahindra & Mahindra, ofereceu 58 rúpias por ação, ou 23 por cento de ágio ante o último fechamento da Satyam.

Com a aquisição, a Tech Mahindra, sexta no ranking indiano de terceirização, estará mais equipada para roubar mercado às mais importantes rivais locais.