Escândalo por email dá mais dores de cabeça a Gordon Brown

segunda-feira, 13 de abril de 2009 17:27 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, que quer abafar outro escândalo em meio à crise econômica financeira, disse nesta segunda-feira que os funcionários do governo envolvidos com o episódio de difamação contra a oposição deveriam ser demitidos.

O comentário de Brown ocorreu em meio à renúncia de um colaborador próximo, Damien McBride, que foi descoberto através de um email promovendo uma campanha de difamação para envergonhar importantes políticos conservadores e suas esposas antes das eleições gerais.

Enquanto luta para que os envolvidos se desculpem pessoalmente, Brown escreveu ao mais alto funcionário civil britânico, Gus O'Donnell, pedindo-lhe que elabore um regulamento mais rígido sobre a conduta dos assessores políticos.

O primeiro-ministro afirmou que havia escrito às pessoas mencionadas no email de McBride, o qual acredita-se que incluía o líder do Partido Conservador, David Cameron, e seu porta-voz do Ministério da Fazenda, George Osborne.

Aos assessores políticos deveria ser pedido que escrevam uma declaração "para que fiquem cientes de que se alguma vez prepararam ou difundiram material inapropriado serão automaticamente demitidos de seus postos", sustentou Brown em uma carta, publicada por sua assessoria.

O escândalo é um golpe para Brown, que vinha desfrutando de um alto conceito nas sondagens de opinião, logo depois que obteve êxito em seu desempenho na cúpula do G20 realizada este mês, destinada a abordar a crise econômica mundial.

As pesquisas mostram agora a ala conservadora com uma vantagem de menos de sete pontos sobre a trabalhista, enquanto Brown trata da crise econômica, a recessão e o aumento do desemprego.

(Reportagem de Frank Prenesti)