Alierta, da Telefónica, nega ter usado informação privilegiada

quinta-feira, 16 de abril de 2009 14:35 BRT
 

MADRI (Reuters) - O presidente do conselho da Telefónica, Cesar Alierta, negou ter realizado operações financeiras com informações privilegiadas (insider trading) ao testemunhar nesta quinta-feira em julgamento sobre acusações que datam de mais de 10 anos atrás, quando ele dirigia a companhia de tabaco Tabacalera.

Alierta passou duas horas e meia respondendo questões da promotoria, que pede que o executivo seja condenado a quatro anos e meio de prisão e quer quatro anos para o sobrinho dele, Luis Placer.

Promotores públicos passaram a manhã questionando Alierta sobre suposto abuso de informações privilegiadas na compra de ações quando ele era presidente do conselho da fabricante estatal de cigarros, em 1997.

"Não comprei uma ação da Tabacalera, seja direta ou indiretamente, em 1997", disse Alierta, acrescentando que a promotoria não entende corretamente o funcionamento dos mercados acionários.

O tribunal pode definir uma sentença para o executivo já na próxima terça-feira, se ele for considerado culpado.

O executivo de 63 anos é um dos mais influentes da Espanha, tendo transformado o ex-monopólio estatal de telefonia em uma grande operadora espalhada por Europa e América Latina e que faturou 58 bilhões de euros (76,3 bilhões de euros) no ano passado.

Alierta afirmou que nem ele ou seu sobrinho ou outros membros de sua família tinham conhecimento de informações da Tabacalera capazes de influenciar a cotação das ações da empresa.

Outra questão que o tribunal precisa resolver é se eventos que ocorreram há tanto tempo podem ser considerados na definição de punições.

(Por Carlos Ruano)