22 de Abril de 2009 / às 22:09 / 8 anos atrás

ENTREVISTA-GVT amplia investimentos após lucro maior no 1o tri

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O desempenho da GVT no primeiro trimestre do ano animou a companhia a elevar os investimentos programados para 2009 e a decidir pela ampliação da sua presença em um número maior de cidades.

A companhia havia projetado, no final do ano, aplicar entre 500 milhões e 550 milhões de reais em 2009. Agora, já projeta 600 milhões de reais.

Segundo o presidente da GVT, Amos Genish, a companhia ainda não tinha certeza no final do ano, mas agora já sabe que vai investir em mais uma grande cidade no segundo semestre e vê potencial para mais dois ou três municípios de menor porte ainda este ano. “Temos mais apetite para investir com esse cenário”, afirmou ele, em entrevista à Reuters, após a divulgação dos resultados de janeiro a março, sem mencionar quais são as potenciais cidades.

Nesta quarta-feira, a operadora anunciou a estreia dos seus serviços de telefonia fixa e banda larga na região metropolitana de Vitória (ES), segunda capital da região Sudeste, depois de Belo Horizonte (MG), onde chegou em 2007. Com isso, a empresa está presente agora em 82 cidades em 14 Estados, mais o Distrito Federal.

50 MIL CLIENTES EM UM MÊS

A companhia se prepara para, a partir de julho, ampliar as velocidades de seus pacotes de banda larga com ofertas de até 100 Megabits por segundo (Mbps). Segundo Genish, há demanda da população por mais velocidade, principalmente quando ela chega com os preços das velocidades antigas.

“Em um mês (março), conquistamos 50 mil clientes com 10 Mbps”, citou o executivo, lembrando que o pacote foi lançado ao mesmo preço da velocidade anterior, de 1 Mbps.

Com a compra da Geodex, em 2007, a GVT passou a utilizar backbone próprio em 70 por cento do seu tráfego de dados. A meta, disse Genish, é alcançar 90 por cento em 2010, a partir da construção de infraestrutura própria ou de troca de capacidade (swap) com outras operadoras.

A estratégia também foi seguida pela TIM, que na semana passada anunciou a compra da Intelig.

A necessidade de reduzir custos com o aluguel de circuitos fez com que ativos desse tipo ficassem cada vez mais valorizados. Genish lembra que, em dezembro de 2007, a GVT pagou 108 milhões de reais pela Geodex, que tem uma rede do mesmo tamanho da Intelig, com 15 mil quilômetros. A TIM ofereceu, em ações, o equivalente a perto de 650 milhões de reais pela Intelig.

Segundo ele, o último ativo desse tipo no mercado é a Eletronet, mas ele descartou interesse por parte da GVT.

LUCRO E RECEITA EM ALTA

A GVT encerrou o primeiro trimestre com um lucro líquido de 26 milhões de reais, resultado 4,6 por cento maior que em igual período de 2008. A receita líquida cresceu 29,6 por cento, para 376 milhões de reais, com adição de 190 mil novos clientes --49 por cento a mais que no mesmo intervalo do ano passado.

Genish disse que o setor de telecomunicações “vende produtos essenciais”, e talvez por isso esteja menos vulnerável ao desaquecimento econômico que atinge outros segmentos.

Segundo ele, com a portabilidade numérica e a oferta agressiva de banda larga, a GVT pode “ganhar mercado de outros operadores mesmo que o mercado não cresça”.

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