Peru acompanha Brasil e opta por sistema japonês de TV digital

quinta-feira, 23 de abril de 2009 15:17 BRT
 

LIMA (Reuters) - O Peru decidiu adotar o padrão japonês para o sistema de TV digital de base terrestre, informou na quinta-feira o governo, tomando o mesmo caminho que o Brasil.

Enrique Cornejo, ministro dos Transportes e Comunicações, fez o anúncio depois de reunião com o presidente peruano, Alan García, e com Shunichi Yamaguchi, enviado especial do primeiro-ministro japonês.

"Vamos trabalhar juntos desde agora para que esse sistema de TV digital possa ser implementado da melhor maneira e da forma mais rápida possível", disse Cornejo a jornalistas no palácio do governo.

A tecnologia digital permite comprimir, armazenar e transportar o sinal de televisão de maneira mais barata que a analógica, com melhor qualidade de imagem.

O governo peruano optou pela tecnologia japonesa depois de meses de análise que levaram em conta também os padrões da Europa e dos Estados Unidos. O plano é implementar o sistema até 2011, para substituir a atual tecnologia analógica.

Na América Latina, o Brasil adotou o esquema japonês em junho de 2006, enquanto a Colômbia decidiu no ano passado pela tecnologia européia.

Outros países, como Chile e Venezuela, ainda estão analisando os diferentes sistemas, enquanto a Argentina anunciou no ano passado que poderia optar pelo sistema japonês.

"O padrão japonês e brasileiro tem a vantagem de ser resistente a interferências e ruídos, o que permitirá que o povo peruano desfrute de boas transmissões televisivas em qualquer lugar", disse o enviado japonês Yamaguchi.

Além disso, o sistema japonês permite a transmissão de sinais de TV a aparelhos portáteis como celulares e também a transmissão de programas interativos dos quais os telespectadores possam participar, acrescentou Yamaguchi.

O enviado japonês informou que o Japão cooperará para a adoção do novo padrão no Peru. No final de fevereiro o governo brasileiro ofereceu cooperação científica no setor de televisão digital, com investimento de 500 milhões de dólares.

(Por Teresa Céspedes)