Yahoo vai eliminar o GeoCities

quinta-feira, 23 de abril de 2009 16:57 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Yahoo vai fechar o GeoCities, serviço gratuito que hospeda páginas pessoais de consumidores. A unidade foi adquirida por mais de 4 bilhões de dólares 10 anos atrás, no auge do boom da Internet.

Uma nota na página de assistência do GeoCities anunciava que o serviço não aceitaria mais novos assinantes, a partir desta quinta-feira, e que seria fechado antes do final do ano. Detalhes adicionais sobre como os usuários poderão preservar os dados hospedados no serviço serão divulgados dentro de alguns meses.

A medida surgiu alguns dias depois que o Yahoo anunciou a demissão de quase 700 funcionários, ou cinco por cento de sua força de trabalho.

Desde que Carol Bartz assumiu como presidente-executiva, em janeiro, o Yahoo vem podando diversos produtos e propriedades, a fim de cortar custos e se concentrar em fundamentos, à medida que procura reanimar o crescimento em uma economia difícil e diante da feroz concorrência do Google.

Na semana passada, o Yahoo anunciou o fechamento do Jumpcut, um serviço online de edição de vídeos.

O Yahoo adquiriu o GeoCities em 1999, em uma transação com pagamento em ações avaliada em 4,6 bilhões de dólares, reportou a Reuters na época.

O GeoCities esteve entre as primeiras empresas a construir comunidades online, e no final dos anos 90 seu serviço hospedava mais de 3,5 milhões de sites pessoais.

Mas o GeoCities perdeu prestígio nos últimos anos diante de uma nova geração de sites de redes sociais como o Facebook e o MySpace, da News Corp., que ganharam popularidade entre os internautas.

"Decidimos descontinuar a assinatura de novos usuários para o GeoCities, porque nosso foco será ajudar nossos clientes a explorar e construir novos relacionamentos online de outras maneiras", informou o Yahoo em comunicado.

"Como parte dos atuais esforços do Yahoo para construir produtos e serviços que propiciem a melhor experiência possível aos consumidores e os melhores resultados para os anunciantes, estamos ampliando os investimentos em algumas áreas e cortando em outras", afirmava o comunicado.

(Reportagem de Alexei Oreskovic)