Resultado da Samsung supera projeções,mas empresa mostra cautela

sexta-feira, 24 de abril de 2009 10:20 BRT
 

Por Marie-France Han e Rhee So-eui

SEUL (Reuters) - A Samsung Electronics evitou nesta sexta-feira chamar de recuperação o desempenho de suas operações de chips de memória e telas planas, ainda que a margem de lucro gerada por seus celulares tenha superado a líder de mercado, Nokia.

A maior fabricante mundial de painéis cristal líquido e chips de memória usados em computadores divulgou queda de 72 por cento no lucro trimestral, mas uma recuperação nas margens dos celulares a ajudou a superar projeções que tinham sido severamente reduzidas, em meio à forte desaceleração no setor de chips.

Existem sinais de que a queda, que forçou fabricantes de chips a venderem seus produtos por preços abaixo do custo, pode estar se revertendo, à medida que grandes cortes de produção reduzem o excedente de oferta. Mas a Samsung ainda se mostra cautelosa.

"Acreditamos que seja prematuro esperar uma recuperação na economia mundial, bem como na demanda dos consumidores, em curto prazo", disse Robert Yi, que comanda as relações com investidores da Samsung, acrescentando que uma forte recuperação nos mercados de LCD ou chips de memória é improvável.

O lucro da Samsung no ano deve cair pela metade este ano, para 2,7 trilhões de wons (2 bilhões de dólares).

As ações da empresa caíram em 5,6 por cento na sexta-feira, superando a queda do índice Kospi, a referência da bolsa sul-coreana, que foi de 1,1 por cento.

As ações da maior companhia da Coréia do Sul subiram 39 por cento este ano, alimentadas nas mais recentes sessões pela expectativa de que a receita superaria as projeções mais elevadas. O índice da bolsa de Seul havia avançado 22 por cento este ano, até a quinta-feira.

A Hynix Semiconductor, uma rival de menor porte e segunda maior fabricante mundial de chips de memória, divulgou mais cedo sexto trimestre consecutivo de prejuízo, mas previu uma recuperação quando os preços dos chips avançarem.

Os negócios da Samsung com semicondutores registraram margem de prejuízo operacional de 17 por cento, pior que a do trimestre anterior e muito abaixo da margem positiva de 31 por cento registrada no final de 2006, quando o instável setor de chips estava na fase de alta do ciclo.