Brasil tem maior alta em ranking de tecnologia pelo 5o trimestre

sexta-feira, 24 de abril de 2009 16:54 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil teve a maior alta em um ranking de uso de tecnologia e telecomunicações entre os países da América Latina no primeiro trimestre de 2009. Foi o quinto trimestre consecutivo em que o país avançou mais que os demais no Indicador da Sociedade da Informação (ISI) da região, medição feita pela empresa Everis em parceria com a IESE Business School da Espanha.

Apesar dos avanços, que mostram que o país pode estar menos vulnerável à crise financeira global, o Brasil ainda é o penúltimo país na lista dos que são avaliados pela pesquisa, que inclui também Chile, Argentina, Peru, México, de primeiro a quarto lugar no ranking, e Colômbia, na sexta posição.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil atingiu 4,38 pontos no ISI, uma alta de 3,1 por cento sobre igual trimestre de 2008.

O ISI da Argentina foi o que mais caiu, segundo a pesquisa, com redução de 5,1 por cento, para 4,63 pontos. A pontuação do Chile foi de 5,51; a do Peru, 4,42; a do México, 4,44; e a pontuação da Colômbia ficou em 4,08.

Diante dos avanços recentes do Brasil, entretanto, os pesquisadores estimam que o país ultrapasse o México até o primeiro trimestre de 2010, alcançando a quarta colocação no bloco.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil alcançou 777 celulares a cada 1 mil habitantes, um aumento de 20,5 por cento em relação ao mesmo período de 2008, além de 232 computadores em cada 1 mil pessoas, um avanço de 19,5 por cento.

O número de usuários de Internet no país em cada 1 mil subiu 12,2 por cento, para 391 usuários, e o volume de domínios de Internet cresceu 22,3 por cento, para 16 em cada 1 mil.

Entre os itens avaliados, o único que recuou no caso do Brasil foi o montante gasto anualmente em tecnologia da informação e comunicação. A cifra gasta per capita no Brasil foi de 332 dólares nos três primeiros meses, uma retração de 19,4 por cento sobre o mesmo trimestre do ano passado. O movimento, neste caso, pode ser explicado pela desvalorização da moeda brasileira ante a norte-americana no último ano.

(Reportagem de Taís Fuoco, Edição de Cesar Bianconi)