Lucro da Tellabs cai menos que o esperado

terça-feira, 28 de abril de 2009 17:50 BRT
 

Por Ritsuko Ando

NOVA YORK (Reuters) - A fabricante de equipamentos de rede Tellabs divulgou uma queda menor que a esperada nos ganhos trimestrais devido a um corte de custos, o que ajudou as ações a subirem 7 por cento.

A empresa --que fornece equipamentos de rede para as principais operadoras de telefonia dos Estados Unidos, como AT&T e Verizon Communications-- reportou uma baixa de 22 por cento na receita relativa ao primeiro trimestre, para 361,7 milhões de dólares, à medida que empresas de telefonia cortaram seus gastos com capital.

Analistas, entretanto, ficaram impressionados com o crescimento da margem de lucro da Tellabs, para 44,2 por cento, ante 38,3 por cento um ano antes.

"Houve um pequeno aumento na margem e mesmo sem um bom crescimento nas vendas, houve bons ganhos", disse o analista da Morgan Keegan, Simon Leopold.

O lucro no primeiro trimestre, excluindo encargos especiais mas incluindo compensação baseada em ações, subiu para 0,05 dólar por ação, mais que a previsão média de analistas, de 0,03 dólar, de acordo com a Reuters Estimates.

A Tellabs, que compete com a Alcatel-Lucent, prevê que a receita no segundo semestre consecutivamente "cresça levemente a uma taxa de um dígito", em sua maior parte em linha com as estimativas de analistas.

As despesas operacionais totais caíram para 151 milhões de dólares, ante 164,5 milhões. O lucro líquido recuou para 6,5 milhões de dólares, ou 0,02 dólar por ação, ante 16,6 milhões de dólares, ou 0,04 dólar por ação um ano antes.

Investidores têm visto a Tellabs como uma aposta relativamente segura em meio à queda na economia, particularmente devido à sua forte posição em capital. A empresa encerrou o trimestre com 1,18 bilhão de dólares em caixa e títulos negociáveis.

Leopold, da Morgan Keegan, afirmou que o forte balanço significa que fusões e aquisições seriam uma meta importante para investidores de agora em diante. Ele e outros analistas disseram que a Tellabs deve buscar adquirir companhias menores com tecnologia de transmissão ótica e redes metropolitanas.