29 de Abril de 2009 / às 19:16 / em 8 anos

Sem ver sinal de crise, Claro pretende elevar investimentos

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Claro, segunda maior operadora de celular do Brasil, não viu sinais de desaquecimento no consumo até abril e, por isso, pretende elevar os investimentos este ano no país no ritmo em que crescer a base de clientes.

A companhia, controlada pelo grupo mexicano América Móvil --o maior da América Latina--, ampliou a base de assinantes em 2,2 por cento dentro do primeiro trimestre do ano e, na comparação com o mesmo período de 2008, o salto foi de 27 por cento.

O número de clientes conquistados, de 855 mil pessoas, foi, entretanto, menor que os 953 mil adicionados no mesmo intervalo do ano passado.

“É natural que em 2009 a venda seja menor, relativamente”, afirmou o presidente da Claro, João Cox, em encontro com a imprensa nesta quarta-feira.

Ele descarta, entretanto, que a base de clientes de celular do país deixe de crescer no ano. “De forma geral será um bom ano, mas ligeiramente abaixo do ano anterior”, afirmou.

Segundo ele, as razões para isso são o fato de que, a cada ano, sobram menos pessoas para adicionar à base de clientes. Além disso, sempre que o dólar sobe, se a operadora mantém os subsídios, o preço dos aparelhos fica mais caro, o que pode desestimular novos usuários.

“Não acredito em ‘downturn’ no Brasil. O país não está imune à crise, mas a predisposição do governo para que ela não se instale é forte e efetiva”, disse o executivo.

MAIS CLIENTES, MAIS INVESTIMENTOS

Como espera que a base de usuários se mantenha em crescimento, Cox também não prevê redução no nível de investimentos da companhia.

Segundo ele, “a única forma de parar de investir é parar de crescer e isso nós não vamos fazer”.

O volume vai ser o suficiente para acomodar o crescimento, de acordo com o presidente da Claro. “Vamos investir tudo o que for suficiente para suportar o crescimento da base”, reiterou. Em 2008, a companhia aplicou 1 bilhão de dólares (perto de 2,2 bilhões de reais na cotação de hoje) na operação brasileira. A empresa não revela, em valores, os investimentos programados para este ano.

Na sua avaliação, o Brasil tem potencial para ter mais de um celular por habitante, a exemplo dos países desenvolvidos. “Até o fim do governo Lula, (o índice) vai estar bem próximo de 100 por cento”, opinou. Hoje, 80 em cada 100 brasileiros dispõem de uma linha de celular.

A margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da Claro no primeiro trimestre caiu por conta das variações cambiais e do custo de aquisição de novos clientes.

A margem recuou de 29,8 por cento nos três primeiros meses de 2008 para 25,6 por cento de janeiro a março deste ano, patamar que, segundo Cox, “é a média brasileira”. “É quase breakeven”, afirmou, referindo-se ao ponto de equilíbrio entre receita e despesa. A Claro não divulga a linha final do balanço.

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