Para Viacom, estabilidade no setor publicitário é uma benção

quinta-feira, 30 de abril de 2009 16:27 BRT
 

Por Paul Thomasch

NOVA YORK (Reuters) - O diretor-executivo da Viacom Inc Philippe Dauman se uniu aos executivos de mídia que enxergam um lado brilhante nos seus balanços trimestrais: os gastos de empresas com publicidade podem estar baixos, mas pelo menos não estão piorando.

Como o ditado atual entre os círculos de mídia diz que estável é subir, então quando os figurões da publicidade dão indícios de que os negócios têm se estabilizado, isso já é razão suficiente para investidores comemorarem.

As ações da Viacom subiram até 5,5 por cento na manhã desta quinta-feira, apesar do anúncio do dono da MTV Networks e dos estúdios Paramount de que tiveram perdas de 34 por cento nos lucros e 7 por cento na receita do primeiro trimestre.

"Há cada vez mais empresas, mesmo aquelas de setores mais frágeis do mercado, que estão aproveitando a oportunidade para amplia sua participação, valorizar suas marcas e consolidar sua base de consumidores, disse Dauman.

"O mais importante é que não vemos a possibilidade de haver ainda mais deterioração. Ao mesmo tempo que é muito cedo para tomar alguma decisão, temos testemunhado, ao longo das últimas semanas, uma estabilização do mercado de publicidade," acrescentou, em uma teleconferência com analistas e investidores.

Apesar de não haver pioras, poucos diretores estão prontos para afirmar com segurança que o mercado publicitário está se recuperando, depois que empresas fizeram grandes cortes na esperança de economizar dinheiro de qualquer forma.

De fato, especialistas avisam que se a receita de publicidade se estabilizou, esta estabilidade foi alcançada em níveis muito baixos. Na Viacom, que também controla os canais de televisão americanos Nickelodeon e Comedy Central, os ganhos com publicidade caíram 9 por cento nos EUA e 11 por cento em todo o mundo.

Dauman, entretanto, como outros, afirma que o mercado parece estar ficando mais confiante em relação ao futuro da economia, que é ainda ameaçado de todos os lados, e por tudo, desde demissões até queda de preços imobiliários devido à gripe suína.