Alerta aos adolescentes: Não existe "sexting" seguro

segunda-feira, 4 de maio de 2009 12:13 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

CAMBERRA (Reuters) - Os adolescentes que enviam fotos de si mesmos sem roupas ou em poses sugestivas usando seus celulares estão sendo alertados de que essa prática, conhecida como "sexting", pode prejudicar seu futuro.

O governo do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, lançou uma campanha esta semana para combater a prática cada vez mais frequente, dizendo que essas imagens ou mensagens de texto sexualmente explícitas poderiam ser postadas na Internet ou encaminhadas a terceiros, e que isso poderia resultar em assédio ou até mesmo crime sexual.

"Sexting", um trocadilho com o termo "texting" usado para a troca de mensagens de texto em celulares, se tornou uma preocupação para pais e escolas em diversos países, devido à proliferação de celulares equipados com câmeras e de sites de redes sociais. As imagens podem ser definidas como pornografia infantil, nos termos da lei.

"Os jovens muitas vezes não pensam nas consequências de seus atos. O que eles imaginam ser uma piada inocente ou flerte inofensivo pode prejudicá-los seriamente se cair nas mãos erradas", afirmou Linda Burney, ministra de Serviços Comunitários da Nova Gales do Sul, em comunicado.

"É assustador imaginar que quando essas imagens chegam à Internet ou a um celular o mundo inteiro pode ter acesso a elas. E isso tornaria impossível recuperá-las e apagá-las. Elas seriam preservadas para sempre e podem prejudicar futuros relacionamentos e perspectivas de carreira", afirmou a ministra.

Segundo ela, o governo recebeu informações de que meninas de apenas 13 anos estavam enviando imagens sexualmente explícitas delas mesmas a namorados a partir de seus celulares. As imagens muitas vezes são repassadas a outros amigos e até a desconhecidos, quando os relacionamentos se encerram.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa no final do ano passado constatou que 20 por cento dos adolescentes dizia ter enviado ou recebido fotos eróticas pelo celular, e 39 por cento alegaram ter recebido ou enviado mensagens sexualmente sugestivas, de acordo com a National Campaign to Prevent Teen and Unplanned Pregnancy, que busca prevenir a gravidez na adolescência.