Computação em nuvem amadurece, estimulada pela economia

quarta-feira, 6 de maio de 2009 10:21 BRT
 

Por Jim Finkle

BOSTON (Reuters) - As vendas de software como serviço disponível via Web estão crescendo vigorosamente, apesar da paralisia da maior parte do setor, e o segmento do qual a Salesforce.com foi pioneira está se beneficiando da fraqueza da economia e da redução nas preocupações quanto à segurança.

O grupo Gartner de pesquisa agora antecipa que as vendas do chamado software de computação em nuvem cresçam em 22 por cento em 2009, para o recorde de 8 bilhões de dólares, um pouco acima da projeção anterior, anunciou a empresa na terça-feira.

"Continuamos a ver força", disse Sharon Mertz, analista do Gartner, que assessora executivos de informática quanto à aquisição de software. "O modelo é bastante sólido, mesmo em momentos econômicos difíceis como os atuais".

Isso coloca pressão sobre empresas de software estabelecidas como a Microsoft, a International Business Machines (IBM), a Oracle e a SAP, que precisam recuperar seu atraso depois de passar a maior parte dos últimos 10 anos assistindo ao movimento enquanto a Salesforce e outras companhias ganhavam credibilidade junto aos clientes empresariais.

Os fornecedores de software para computação em nuvem, ou software como serviço (SaaS, da sigla em inglês), hospedam a tecnologia em seus centros de processamento de dados, e permitem que os clientes tenham acesso a ela utilizando navegadores comuns de Internet. Isso permite que os clientes poupem o custo de aquisição de licenças de software para instalação em seus computadores.

Assim, as vendas de SaaS superaram as do software tradicional à medida que a situação econômica se agravava. "O custo é baixo e o risco também", disse Rebecca Wettemann, analista da Nucleus Research, que ajuda executivos de informática a avaliar software.

A NetSuite, uma provedora de SaaS fundada por Larry Ellison, o chefe da Oracle, reportou esta semana alta de 22 por cento em sua receita trimestral, o que demonstra que seus produtos estão começando a ser aceitos por empresas maiores, além de sua clientela básica de companhias de pequeno e médio portes.