TIM trocará fornecedores para cortar custo, descarta demissões

quarta-feira, 6 de maio de 2009 15:49 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Dentro da estratégia de reduzir custos e aumentar a eficiência, a TIM Participações pretende renegociar contratos e trocar fornecedores neste ano.

A terceira maior companhia de celular do Brasil, entretanto, descarta planos de reduzir pessoal direto, segundo Luca Luciani, presidente da empresa, em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira.

O plano de eficiência que a companhia traçou prevê uma economia já identificada de aproximadamente 800 milhões de reais este ano. De acordo com Luciani, "perto de 50 por cento da eficiência gerada será reinvestida no crescimento do nosso negócio".

Segundo ele, "não seria elegante" informar quais fornecedores serão substituídos porque a informação teria "impacto direto no mercado".

Ele afirmou, entretanto, que parte dos fornecedores será chamado a compartilhar riscos e receitas com a operadora e a reavaliar a questão cambial. "Nosso negócio é baseado em reais, o fornecedor precisa vender no mercado brasileiro, então precisa vender em reais", disse.

Sobre o quadro de funcionários diretos, que hoje soma 10,2 mil pessoas, ele afirmou que a empresa "não tem planejamento de lay offs", mas está sempre em busca de eficiência.

Estão previstas renegociações de contratos com os fornecedores de rede e de sistemas de tecnologia, além da revisão do modelo de atendimento ao cliente.

No balanço do primeiro trimestre de 2009, a TIM já reduziu 8,7 por cento dos custos de pessoal e despesas gerais sobre o mesmo período de 2008, para 261 milhões de reais, assim como reduziu 5,7 por cento dos custos de interconexão e rede, para 985 milhões de reais.

No que se refere aos canais de venda, segundo ele, a empresa pretende alterar o sistema de comissão de vendas e incentivos, além de criar o conceito de multicanais na central de atendimento e de promover ações para descongestionar o sistema. "Muito da inadimplência do ano passado teve a ver com a qualidade da televendas", disse Luciani.

A inadimplência, que respondia por 6,2 por cento da receita líquida de serviços nos três primeiros meses de 2008, caiu para 4,8 por cento no primeiro trimestre deste ano.