Hitachi triplica sua projeção de lucros futuros

quinta-feira, 7 de maio de 2009 13:01 BRT
 

Por Sachi Izumi e Mariko Katsumura

TÓQUIO (Reuters) - A japonesa Hitachi anunciou que reportaria um prejuízo líquido ainda mais alto que o previsto para o ano fiscal passado, devido a custos tributários, mas mais que triplicou sua projeção de lucros, devido ao corte de custos e às vendas sólidas de sistemas de energia e industriais.

Depois de enfrentar o maior prejuízo anual já sofrido por um grupo industrial japonês, a Hitachi planeja reduzir custos ao abandonar negócios deficitários e fechar fábricas enquanto transfere recursos aos setores de infraestrutura, mais estáveis.

Algumas das medidas de corte de custo já exerceram impacto, o que levou a Hitachi a apresentar projeção de lucro operacional mais elevado no ano fiscal passado, mas o maior conglomerado de eletrônica japonês antecipa que as condições de negócios se mantenham difíceis este ano, disse um executivo nesta quinta-feira.

A Renesas Technology, uma joint venture de fabricação de chips em que a empresa está envolvida, vem reduzindo os ganhos da Hitachi, e existem negociações de fusão em curso com a rival japonesa NEC Electronics, a fim de enfrentar a redução setorial na demanda e a queda de preços.

"A economia provavelmente não se recuperará em breve... e a tendência de queda de preços ainda não se reverteu", disse o vice-presidente executivo da Hitachi, Takashi Miyoshi, em uma coletiva. "Precisamos continuar com nossos esforços de redução de custos", acrescentou.

A NEC Electronics nesta quinta-feira ampliou sua projeção de prejuízos quanto ao ano fiscal passado, depois que reduções nas vendas de chips a forçaram a cortar ainda mais sua produção.

A Hitachi anunciou prejuízo líquido de 788 bilhões de ienes (8 bilhões de dólares), para o ano encerrado em 31 de março, ante estimativa anterior de 700 bilhões de ienes. A empresa está diferindo passivos tributários, a fim de evitar o risco de uma possível alta futura de impostos.

Mas o grupo também declarou que antecipava lucro operacional de 127 bilhões de ienes, muito acima de sua estimativa anterior de 40 bilhões de ienes e do consenso de 39 bilhões de ienes entre os 13 analistas consultados pela Thomson Reuters.

Ainda assim, isso representaria queda de 63 por cento ante o ano anterior.