8 de Maio de 2009 / às 10:11 / 8 anos atrás

Para Vivo, mercado de celular vive "prova de fogo"

<p>Presidente da Vivo, Roberto Lima. A companhia, maior operadora de celular do Brasil, registrou um lucro l&iacute;quido de 123,5 milh&otilde;es de reais no primeiro trimestre do ano, ante um resultado positivo de 97,6 milh&otilde;es em igual per&iacute;odo do ano anterior.</p>

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Vivo Participações, maior companhia de celular do Brasil, registrou um lucro líquido de 123,5 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, ante um resultado positivo de 97,6 milhões em igual período do ano anterior.

A companhia, controlada pelos grupos Portugal Telecom e Telefónica, sentiu, no entanto, o mercado um pouco mais receoso e passou a administrar estoques e estratégias “no dia-a-dia”, segundo Roberto Lima, presidente da operadora.

“Estamos trabalhando em uma conjuntura em que todos os indicadores têm de ser revistos, estamos trabalhando no dia-a-dia”, disse Lima, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira.

Apesar dos números positivos no balanço, a companhia sentiu uma inibição maior do consumidor em trocar de aparelhos e uma tendência em controlar mais os gastos com as ligações.

Para ele, o mercado vive um momento de “prova de fogo, que vai reafirmar forças e fraquezas”.

Lima, no entanto, acredita que a Vivo está “muito mais preparada para enfrentar novos cenários como esse, que não esperávamos”, admite.

A companhia decidiu manter estoques mais elevados, inclusive, para poder administrar melhor as mudanças de tendências no consumo. No momento, disse Lima, “as pessoas estão focando mais nos aparelhos de baixo custo”.

Na sua avaliação, “manter os estoques mais elevados nesse momento nos parece uma boa política para evitar perda de vendas”.

Em relação ao uso do serviço, “tanto empresas como pessoas físicas estão fazendo um uso mais racional”, apontou Lima.

A empresa adicionou 696 mil novos clientes no trimestre e fechou março com 45,6 milhões de usuários, volume 19 por cento maior que em igual mês de 2008.

A receita líquida subiu 9,2 por cento, para 4,02 bilhões de reais, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, da sigla em inglês) ficou em 1,2 bilhão de reais.

A política de preços também segue a nova realidade e “vai no sentido de baixa”, segundo Lima. A empresa tem feito promoções tanto para novos como para antigos clientes, já que também se preocupa em fidelizar a atual base de usuários.

CONCORRÊNCIA ACIRRADA

O acirramento da concorrência e a conquista de usuários de menor poder aquisitivo, entretanto, reduziram a receita média por usuário (ARPU, da sigla em inglês) da Vivo no período. O ARPU caiu 8,5 por cento, para 27 reais.

De acordo com Lima, em entrevista à Reuters, “o ARPU vem caindo ano a ano pelo aumento da concorrência e pela atração de usuários novos vindos de camadas mais baixas da população”.

Mas ele lembra que a receita média poderá subir na medida em que os usuários ampliarem o acesso à banda larga pelo celular. A receita de serviços de dados da Vivo cresceu 29 por cento no trimestre sobre igual período de 2008, mas a rede de terceira geração da operadora por enquanto está restrita a 400 municípios, enquanto os serviços de voz estão em todo o Brasil.

O endividamento líquido da Vivo subiu para 5,57 bilhões de reais no primeiro trimestre, ante os 2,22 bilhões de igual período do ano anterior, graças aos investimentos feitos ao longo do ano passado na implantação da rede em novas regiões, na compra da Telemig Celular e no pagamento das licenças de 3G.

Lima destacou, porém, que a empresa conseguiu alongar o perfil da dívida e se considera hoje “uma companhia muito pouco alavancada”, já que o endividamento corresponde a 1,1 vez o Ebitda (do ano passado), enquanto analistas consideram razoável ter uma relação de até 2 vezes o Ebitda em dívidas.

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