Toshiba vai levantar US$5 bi em capital e estima lucro este ano

sexta-feira, 8 de maio de 2009 10:01 BRT
 

Por Sachi Izumi

TÓQUIO (Reuters) - A Toshiba anunciou que pode levantar recursos da ordem de 5 bilhões de dólares, depois de um segundo trimestre de prejuízos que abalou ainda mais sua base de capital, mas previu que voltaria a lucrar ainda este ano, com medidas de corte de custo e o objetivo de reduzir as perdas no mercado de chips.

A maior fabricante japonesa de chips está transferindo seu foco à sua divisão de energia, relativamente estável, e outras áreas promissoras, como as baterias de íon-lítio, enquanto reduz investimentos na deficitária área de semicondutores, a fim de melhorar sua receita.

Os fabricantes de chips sofrem os efeitos de declínios acentuados na demanda e preços, o que levou alguns deles a pedir concordata e outros a iniciar uma busca por sócios. Quase todos estão no vermelho.

A Toshiba, a segunda maior fabricante mundial de chips de memória flash tipo NAND, depois da Samsung Electronics, anunciou que esperava liderar uma reorganização setorial no Japão e reanimar suas divisões de sistemas de chips especiais.

Mas enfrenta obstáculos depois que as rivais nacionais NEC Electronics e Fujitsu optaram por outros parceiros.

A NEC Electronics está discutindo uma fusão com a Renesas Technology, enquanto a Fujitsu decidiu terceirizar sua produção com a TSMC, e informou que pode trabalhar em parceria com a fabricante terceirizada taiuanesa de chips no desenvolvimento de sua próxima geração de produtos.

Mitsushige Akino, administrador chefe de fundos na Ichiyoshi Investment Management, disse que seria difícil para a Toshiba investir novos recursos de maneira que reforcem sua competitividade.

"No passado, a resposta correta teria sido investir em chips e tentar eliminar a competição, mas agora as perspectivas são muito incertas", afirmou.   Continuação...

 
<p>Presidente da Toshiba, Atsutoshi Nishida, durante entrevista em T&oacute;quio em janeiro. A empresa anunciou que pode levantar recursos da ordem de 5 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, depois de um segundo trimestre de preju&iacute;zos que abalou ainda mais sua base de capital, mas previu que voltaria a lucrar ainda este ano, com medidas de corte de custo e o objetivo de reduzir as perdas no mercado de chips.</p>