Verbas de Defesa vão beneficiar tecnologia e segurança na Web

sexta-feira, 8 de maio de 2009 15:18 BRT
 

Por Karen Jacobs

ATLANTA (Reuters) - À medida que o Departamento da Defesa dos Estados Unidos reformula sua capacidade militar e se equipa melhor para enfrentar operações de combate irregular, as empresas que se concentram na tecnologia de informação e em prevenir novas ameaças de segurança estarão bem posicionadas para se beneficiar.

O governo Obama esta semana solicitou ao Congresso 663,8 bilhões de dólares para o Pentágono, que mudará de foco e passará a dedicar mais recursos a combater insurgentes do que a inimigos tradicionais.

O orçamento, que precisa de aprovação do Congresso, pode resultar no encerramento da produção do F-22, o caça stealth da Lockheed Martin, do helicóptero presidencial VH-71 e do avião de carga militar C-17, da Boeing.

Mas também reforçaria as verbas de sistemas que coligem, monitoram e disseminam informações, e ofereceria cobertura adicional do campo de batalha por veículos aéreos não tripulados. Também está prevista uma expansão de mais de 2,4 mil soldados no efetivos das forças de "operações especiais".

"As empresas que estão produzindo tecnologias que auxiliam os soldados no campo de batalha de maneira prática" devem se beneficiar, disse Brian Ruttenbur, analista de defesa da Morgan Keegan.

"Coisas que apresentam custos muito elevados e retornos questionáveis estão chegando ao fim", acrescentou.

Jim McAleese, um consultor de defesa, disse estar surpreso pela forte concentração da Casa Branca em cancelar cerca de 5 bilhões de dólares de verbas adicionais para armamentos em uma proposta de orçamento de guerra suplementar, quando está a ponto de apresentar um orçamento de 3,55 trilhões de dólares.

Dado o esforço para cortar programas de armas, alguns representantes do setor estão começando a temer que "defesa talvez se torne um nome feio na Casa Branca".

Mas Alex Hamilton, diretor executivo sênior da Jesup & Lamont Securities, disse que a mudança de foco do governo Obama demonstra que as autoridades estão cada vez mais preocupadas com as operações de inteligência e a proteção de redes de computadores contra ameaças, e não com a produção de equipamentos militares mais tradicionais.