8 de Maio de 2009 / às 19:27 / 8 anos atrás

Claro prevê avançar em ritmo mais veloz que rivais

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Claro, segunda maior operadora de celular do Brasil, acredita que conseguirá crescer em um ritmo mais veloz que as concorrentes, mesmo considerando que o mercado cresça em 2009 a taxas menores que as do ano passado.

Essa é a estimativa do presidente da empresa, João Cox, que participou do Reuters Latin American Investment Summit nesta semana. A empresa ultrapassou a TIM em setembro do ano passado e hoje está a quatro pontos percentuais da líder do mercado, a Vivo.

A Claro é controlada pela América Móvil, maior companhia de celular da América Latina. Desde que chegou à companhia, em 2006, Cox traçou a meta de levar a Claro à primeira posição no mercado brasileiro de telefonia móvel, mas nem por isso a companhia pensa em abrir mão da rentabilidade.

"A Claro já é a empresa que mais cresce em telefonia celular no Brasil, mas a gente tem procurado encontrar um equilíbrio entre rentabilidade e crescimento", afirmou.

Ele lembra que em 2005 as margens da companhia eram negativas, mas desde 2006 passaram a positivas - e com ganho de participação de mercado.

De capital fechado, a Claro não divulga a última linha do balanço, mas o demonstrativo da controladora América Móvil indica que a margem Ebitda da subsidiária brasileira foi de 25,6 por cento da receita entre janeiro e março deste ano, abaixo dos 29,8 por cento de um ano antes.

A participação da companhia entre os assinantes brasileiros, no entanto, passou de 24,99 por cento em 2007 para 25,76 por cento em março deste ano, de acordo com os números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Cox disse que a operadora não sentiu sinais de crise até agora e que, mesmo no último trimestre do ano, considerado o auge da crise financeira global, "foi um período de recorde de vendas para a Claro no país".

Segundo ele, o que se nota, no Brasil e no mundo, é que "as pessoas estão ficando mais tempo com os aparelhos", demorando mais para trocá-los por novos.

A venda dos serviços de voz e de dados, no entanto, segue seu ritmo. "A telefonia celular entrou em um ciclo virtuoso do qual eu espero que não saia tão cedo", afirmou. Só no primeiro trimestre o mercado cresceu 2 por cento em relação ao encerramento de 2008, "mais que o crescimento esperado para toda a economia no ano todo", ponderou o executivo.

Para garantir a expansão mesmo com a competição acirrada, a portabilidade numérica e um ritmo mais lento do consumidor, a Claro aposta em uma oferta segmentada. "Se o cliente quer aparelho, damos subsídio ou até o aparelho de graça. Se ele quer um novo plano, temos um plano específico para seu consumo e assim por diante."

Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.

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