Atlantis decola para última missão de reparos no Hubble

segunda-feira, 11 de maio de 2009 17:07 BRT
 

Por Irene Klotz

CABO CANAVERAL, Estados Unidos (Reuters) - O ônibus espacial Atlantis e sete astronautas iniciaram nesta segunda-feira uma ambiciosa missão de 11 dias para reparar o Telescópio Espacial Hubble, um ícone da astronomia moderna que alterou o entendimento de cientistas sobre o universo.

O ônibus foi lançado às 14h01 do horário local (15h01 de Brasília) em direção a uma órbita 563 quilômetros acima do planeta. O encontro do comandante Scott Altman e sua tripulação -- o piloto Greg Johnson, a engenheira de voo Megan McArthur e os astronautas John Grunsfeld, Michael Massimino, Michael Good e Andrew Feustel -- vão encontrar o telescópio Hubble na quarta-feira.

Uma vez o telescópio seja ancorado no ônibus, os astronautas planejam cinco dias consecutivos de trabalho para instalar duas novas câmeras, reparar dois outros instrumentos científicos, substituir baterias e giroscópios de posicionamento do Hubble e instalar um novo isolamento térmico.

"Nesta missão, estamos indo para os defeitos", disse o cientista de projetos do Hubble, David Leckrone.

A Nasa já enviou equipes para reparar e melhorar o Hubble quatro vezes desde que o telescópio foi posto em órbita em 1990. Mas a missão do Atlantis é a primeira desde o acidente com o Columbia, em 2003, que alterou a maneira como a Nasa conduz suas operações espaciais.

Devido à enorme distância que os astronautas teriam que percorrer para chegar à Estação Espacial Internacional em caso de algum grande defeito durante seu lançamento, a Nasa preparou uma segunda nave no local de lançamento pronta para uma missão de emergência se necessário.

A Nasa espera que com as melhorias, o Hubble, que já custou cerca de 10 bilhões de dólares até agora, sobreviva até 2014, ano em que seu substituto já deve estar em órbita e em operação.

As observações do Hubble têm sido importantes em todas as áreas de pesquisas astronômicas, incluindo a ainda inexplicável descoberta de que o universo está se expandindo em velocidade crescente e que as galáxias se formaram pouco depois da explosão do Big Bang que criou o universo 13,7 bilhões de anos atrás.

 
<p>&Ocirc;nibus espacial Atlantis &eacute; lan&ccedil;ado na Fl&oacute;rida para miss&atilde;o de reparo do telesc&oacute;pio Hubble. REUTERS/Fred Metzler Jr</p>