12 de Maio de 2009 / às 13:31 / 8 anos atrás

Pirataria de software cresce no mundo, mas recua no Brasil

WASHINGTON/SÃO PAULO (Reuters) - A pirataria de software no mundo cresceu no ano passado, respondendo por 41 por cento de todos os programas instalados, com perdas de 53 bilhões de dólares estimadas para as empresas produtoras, anunciou a Business Software Alliance (BSA), nesta terça-feira.

Os índices mundiais de pirataria subiram de 38 por cento dos programas instalados em empresas e residências em 2007 para 41 por cento em 2008, apesar do sucesso da China e da Rússia em esforços para reprimir o comércio ilegal, de acordo com um estudo conduzido pelo grupo de pesquisa de mercado IDC para a BSA.

No Brasil, a pesquisa indica redução de 1 ponto percentual, chegando aos 58 por cento. No acumulado dos últimos três anos, entre 2005 e 2008, o país registrou queda de 6 pontos no índice.

O valor monetário de software pirata no Brasil aumentou 1,73 por cento em relação a 2007, alcançando 1,645 bilhão de reais.

“Apesar de figurar na nona colocação na lista dos países cuja pirataria de software provoca maior dano financeiro, esse resultado revela uma significativa contenção de perdas em 2008, já que, entre 2005 e 2007, o valor havia subido 111,1 por cento”, informa a BSA no levantamento.

As vendas mundiais de software para computadores pessoais cresceram 14 por cento no ano passado, para 88 bilhões de dólares.

Embora tenha surgido progresso na repressão à pirataria em alguns países, com quedas em cerca de metade dos mercados pesquisados, o valor pirateado em dólares “na verdade subiu”, disse Robert Holleyman, presidente da BSA.

Holleyman disse que embora a pirataria nos Estados Unidos responda por cerca de 20 por cento do total do mercado, a menor porcentagem no mundo, ela ainda assim representa um sério problema, porque mais software é vendido nos EUA do que em qualquer outro país.

Holleyman disse que boa parte das perdas vêm de pequenas empresas que utilizam cópias não licenciadas de softwares populares. Elas podem ter 50 máquinas, mas pagam licenças para o software de apenas 25 delas. “Os EUA apresentam o maior prejuízo em termos de valor”, ele disse.

O índice de pirataria na China caiu de 90 por cento dos softwares vendidos, em 2004, para 80 por cento no ano passado, enquanto na Rússia o índice de pirataria se reduziu em cinco pontos percentuais em 2008, para 68 por cento, constatou o estudo.

O progresso na China surgiu porque o governo decidiu usar apenas software legítimo, porque os provedores de acesso à Internet cooperaram para tirar piratas da rede, quando solicitados, e devido a outras medidas, disse Holleyman.

O estudo identificou cinco países com índices de pirataria de 90 por cento ou mais: Geórgia, Bangladesh, Armênia, Zimbábue, Sri Lanka, Azerbaijão e Moldova.

Por Diane Bartz, reportagem adicional em São Paulo de Alberto Alerigi Jr.

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