Pirataria de software cresce no mundo, mas recua no Brasil

terça-feira, 12 de maio de 2009 10:56 BRT
 

WASHINGTON/SÃO PAULO (Reuters) - A pirataria de software no mundo cresceu no ano passado, respondendo por 41 por cento de todos os programas instalados, com perdas de 53 bilhões de dólares estimadas para as empresas produtoras, anunciou a Business Software Alliance (BSA), nesta terça-feira.

Os índices mundiais de pirataria subiram de 38 por cento dos programas instalados em empresas e residências em 2007 para 41 por cento em 2008, apesar do sucesso da China e da Rússia em esforços para reprimir o comércio ilegal, de acordo com um estudo conduzido pelo grupo de pesquisa de mercado IDC para a BSA.

No Brasil, a pesquisa indica redução de 1 ponto percentual, chegando aos 58 por cento. No acumulado dos últimos três anos, entre 2005 e 2008, o país registrou queda de 6 pontos no índice.

O valor monetário de software pirata no Brasil aumentou 1,73 por cento em relação a 2007, alcançando 1,645 bilhão de reais.

"Apesar de figurar na nona colocação na lista dos países cuja pirataria de software provoca maior dano financeiro, esse resultado revela uma significativa contenção de perdas em 2008, já que, entre 2005 e 2007, o valor havia subido 111,1 por cento", informa a BSA no levantamento.

As vendas mundiais de software para computadores pessoais cresceram 14 por cento no ano passado, para 88 bilhões de dólares.

Embora tenha surgido progresso na repressão à pirataria em alguns países, com quedas em cerca de metade dos mercados pesquisados, o valor pirateado em dólares "na verdade subiu", disse Robert Holleyman, presidente da BSA.

Holleyman disse que embora a pirataria nos Estados Unidos responda por cerca de 20 por cento do total do mercado, a menor porcentagem no mundo, ela ainda assim representa um sério problema, porque mais software é vendido nos EUA do que em qualquer outro país.

Holleyman disse que boa parte das perdas vêm de pequenas empresas que utilizam cópias não licenciadas de softwares populares. Elas podem ter 50 máquinas, mas pagam licenças para o software de apenas 25 delas. "Os EUA apresentam o maior prejuízo em termos de valor", ele disse.   Continuação...