Serviço de dados vai liderar telecomunicações latino-americanas

quarta-feira, 13 de maio de 2009 14:54 BRT
 

Por Tomás Sarmiento

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - 3G, VPN, VoIP? Não estamos falando de palavras cruzadas, mas de algumas das tecnologias de banda larga e acesso a dados que dentro de alguns anos serão a sustentação das empresas de telecomunicações da América Latina.

Algumas das maiores operadoras de telefonia latino-americanas, fixas e móveis, hoje têm em mira esse setor, depois de anos de dedicação à expansão da cobertura da telefonia móvel e da obtenção de mais minutos de chamadas.

Agora, quando países como a Argentina já têm mais de 100 por cento de penetração de celulares e os aparelhos de acesso à Internet se tornaram mais variados e mais baratos, o objetivo é gerar tráfego de dados com serviços mais avançados.

A América Móvil, gigante regional da telefonia móvel controlada pelo magnata mexicano Carlos Slim, acredita que dentro de dois ou três anos o acesso móvel à Internet responderá por um quarto de seu faturamento.

Carlos García-Moreno, o diretor de finanças do grupo, declarou no Reuters Latin American Investment Summit, na semana passada, que em uma região onde menos de 5 por cento dos moradores têm conexões em banda larga, as possibilidades de crescimento são enormes.

"O crescimento total nos serviços de dados foi de quase 50 por cento, no primeiro trimestre, ante o mesmo período em 2008", disse García-Moreno.

A empresa mexicana, que em 2008 investiu forte para implementar sua rede de telefonia móvel de terceira geração (3G), para oferecer serviços de alta velocidade, está vendendo computadores portáteis para acesso à Internet, conhecidos como netbooks, no Brasil, e tem acordo com a Apple para vender o popular iPhone. No Brasil, a companhia opera sob a marca Claro.

A Telefónica, da Espanha, segunda maior operadora móvel na região, disse à Reuters que um dos serviços de mais rápido crescimento é a Internet móvil.

A empresa anunciou nesta quarta-feira um ganho líquido de 142 mil assinantes de banda larga na América Latina no primeiro trimestre, graças à "consolidação do crescimento no Brasil, ao crescimento sustentado na Argentina e à aposta sustentada na massificação de nossos serviços na Colômbia", segundo a empresa.