Sony vê 2o prejuízo consecutivo e antecipa frágil recuperação

quinta-feira, 14 de maio de 2009 13:44 BRT
 

Por Sachi Izumi

TÓQUIO (Reuters) - A Sony previu um segundo ano consecutivo de prejuízo, devido ao efeito da recessão mundial sobre os bens eletrônicos de consumo, mas a empresa japonesa não chegou a tomar quaisquer medidas agressivas para reduzir ainda mais os seus custos.

Os dois anos de prejuízo consecutivos serão os primeiros desde que a companhia abriu seu capital, em 1958, o que sublinha os profundos problemas enfrentados pelo grupo, superado pela Apple, com o iPod, nos players portáteis de música, e pela Nintendo nos videogames, e enfrentando um déficit nas vendas de televisores de tela plana.

Empresas japonesas como Sony, Panasonic e Sharp sofreram um abalo adicional devido à força que o iene vem ganhando, o que torna os seus produtos menos competitivos em termos de preços no exterior.

A Sony anunciou nesta quinta-feira que fecharia 14 por cento de seus 57 centros de produção industrial este ano --pouco mais do que havia anunciado anteriormente-- mas não alterou o plano de corte de mais de 300 bilhões de ienes (3,2 bilhões de dólares) em custos neste ano fiscal.

As medidas de corte de custos incluem a eliminação de 16 mil funcionários.

Alguns analistas dizem que a Sony, que vem sentindo problemas em todos os quadrantes de suas operações, que variam de semicondutores a filmes e seguros, precisa desesperadamente de um produto de grande sucesso, que permita que ela recupere o ímpeto e se posicione para a recuperação.

"A perspectiva que eles ofereceram me deu a impressão de que seus negócios estão se encaminhando a uma recuperação gradual. Mas tudo dependeria da capacidade da empresa para começar a fabricar produtos populares, porque no momento eles não contam com um produto número um", disse Fujio Ando, gerente sênior da Chibagin Asset Management.

"Eu vejo um enfraquecimento do poder da marca Sony", ele acrescentou.

A Sony, que concorre com a Samsung Electronics nos TVs LCD e com a Canon nas câmeras digitais, diz que planeja vender 15 milhões de televisores LCD neste ano fiscal, pouco abaixo dos 15,2 milhões do ano fiscal passado.