15 de Maio de 2009 / às 16:55 / 8 anos atrás

Recuperação no setor de tecnologia: miragem ou realidade?

Por Georgina Prodhan e Mayumi Negishi

LONDRES/TÓQUIO (Reuters) - As companhias de tecnologia estão detectando sinais de melhora em seus setores, e isso está gerando alta nos preços de suas ações, mas a demanda dos consumidores e empresas continua incerta.

As fábricas estão começando a elevar produção, à medida que o varejo repõe estoques esgotados, e os fabricantes de eletrônicos voltaram a adquirir componentes.

As ações asiáticas subiram 45 por cento desde o começo de março, excluído o Japão, e os investidores estão antecipando um interesse renovado dos consumidores por toda espécie de produto, de televisores de telas planas a celulares inteligentes e computadores portáteis compactos.

Dada a fraqueza da economia, porém, não existem garantias de pleno retorno da atividade.

“Caso o canal de estoques esteja plenamente reabastecido e não exista demanda final, creio que o segundo semestre possa ser realmente feio para a Ásia”, disse Markus Rosgen, estrategista do Citigroup para a região Ásia-Pacífico.

Paul Otellini, o presidente-executivo da Intel, maior fabricante mundial de chips, disse nesta semana que as encomendas e os padrões de faturamento do trimestre foram ligeiramente melhores que o esperado, até agora, o que animou os investidores em todo o setor.

E Leo Apotheker, co-presidente executivo da produtora de software empresarial SAP, disse que os próximos meses podem trazer “vislumbres de esperança” para a economia mundial. “Provavelmente começaremos a ver estabilização”, disse.

Há muita esperança de que os pacotes governamentais de estímulo, especialmente na China, convençam os consumidores a recomeçar a gastar, o que geraria uma recuperação real na demanda quando o período de reposição de estoques estiver concluído, daqui a alguns meses.

O segundo semestre do ano é sazonalmente mais forte que o primeiro, no setor de tecnologia. O próximo teste de demanda para os consumidores chegará em agosto e setembro, a temporada de volta às aulas na Europa e América do Norte.

DESAFIOS PARA AS TELES

Para as operadoras de telecomunicações, as questões são mais sobre lucro do que sobre receita. Grandes operadoras internacionais, incluindo a Deutsche Telekom, reduziram recentemente suas expectativas de lucro, e a France Telecom anunciou uma queda de 7 por cento no lucro operacional do primeiro trimestre.

Os consumidores estão mantendo seus aparelhos por tempos cada vez maiores e com isso as vendas de celulares devem recuar cerca de 10 por cento este ano, depois de uma queda recorde de 13 por cento no primeiro trimestre. Por conta desse período maior dos aparelhos nas mãos dos clientes, as operadoras têm que oferecer serviços de valor agregado de modo a manter os usuários em suas bases.

Algumas operadoras e fabricantes de celulares responderam a isso com aberturas de lojas online de aplicativos, tentando replicar o sucesso de iniciativa semelhante da Apple, da qual consumidores fizeram downloads de mais de 1 bilhão de programas para seus aparelhos.

Entretanto, a eficácia comercial de tais lojas online ainda precisa ser provada e alguns analistas se mostram céticos, especialmente se muitos aplicativos são oferecidos gratuitamente.

Reportagem adicional de Anupreeta Das em Nova York, Gabriel Madway em San Francisco e Kevin Plumberg em Hong Kong

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