Gree, do Japão, quer triplicar usuários e reforçar jogos

segunda-feira, 18 de maio de 2009 12:59 BRT
 

Por Sachi Izumi

TÓQUIO (Reuters) - A Gree, terceira maior operadora de serviços de redes sociais do Japão, planeja se expandir a mercados internacionais e a novos negócios, mas por enquanto vai se concentrar em oferecer mais e melhores jogos no Japão, e em atingir a meta de triplicar o número de usuários

Yoshikazu Tanaka, fundador e presidente-executivo da Gree, disse que considerava a atual desaceleração econômica como oportunidade de atrair mais usuários e elevar o faturamento por cliente, já que as pessoas estão reduzindo suas aquisições de produtos mais caros e desfrutando mais de pequenos luxos.

A Gree é parte de um grupo seleto de empresas cuja receita está se expandindo este ano, e antecipa que seus lucros cresçam sete vezes, enquanto a crise econômica mundial abala empresas de grande porte como a Sony, causando-lhes imensos prejuízos anuais.

Tanaka acredita que exista substancial potencial de crescimento no Japão para empresas como a Gree, que combina jogos e serviços de redes sociais para que usuários possam interagir online com os seus amigos. Os usuários da Gree tendem a utilizar celulares para obter acesso a seus serviços.

Falando na Reuters Global Technology Summit, em Tóquio, Tanaka afirmou que a Gree planeja atingir entre 20 milhões e 30 milhões de usuários, ante os atuais 10 milhões, ao melhorar suas ofertas de jogos com o objetivo de continuar atraindo os volúveis usuários de Internet. Ele não especificou, entretanto, um prazo para atingir esse crescimento em número de usuários.

"Em um mercado rapidamente mutável, é crucial ser aquele que propõe novos produtos, em lugar de simplesmente perguntar aos usuários o que desejam", disse ele.

"Se conseguirmos fazê-lo, seremos capazes de acompanhar os novos tempos; se não, estaremos sempre um passo para atrás", afirmou.

A Gree, que concorre com rivais de maior porte como a Mixi e DeNA, depende menos que eles de publicidade, já que seu modelo de negócios gera cerca de 70 por cento da receita através de conteúdo pago.