Vodafone acelera corte de custos após alta em depreciação

terça-feira, 19 de maio de 2009 10:34 BRT
 

Por Kate Holton

LONDRES (Reuters) - A Vodafone, maior grupo de telefonia móvel do mundo em receita, deve acelerar planos de corte de despesas após prever lucro estável na melhor das hipóteses em 2010 e anunciar encargo de depreciação de 5,9 bilhões de libras (9,05 bilhões de dólares).

A Vodafone, que afirmou que os encargos eram consequência de problemas na Espanha, Turquia e Gana, também divulgou receita 2008-09, lucro e fluxo de caixa livre alinhados com as expectativas.

Para 2010, a companhia projeta um lucro operacional ajustado estável na melhor das hipóteses, mas não conseguiu fornecer um estimativa específica de receita depois de tê-la revisado para baixo duas vezes no ano financeiro recém terminado. No entanto, a Vodafone prevê que o fluxo de caixa livre deve crescer.

A empresa, assim como outras operadoras de telefonia móvel, enfrentou dificuldades com a recessão na Espanha, onde clientes buscam acordos mais baratos, e ainda tem que ampliar sua rede na Turquia para competir apropriadamente com as rivais.

Mas os resultados mostraram sinais de concretização da nova estratégia da companhia, com um bom desempenho na Índia e na África.

"Nós estamos confiantes de que nossa estratégia é apropriada para o atual ambiente operacional", informou o grupo que detém 303 milhões de clientes.

Em novembro, a Vodafone afirmou que reduzirá 1 bilhão de libras em custos para manter o lucro e elevar o fluxo de caixa livre na tentativa de encarar as condições desafiadoras.

A companhia acrescentou nesta terça-feira que vai acelerar programa de redução de despesas, tendo como meta atingir mais de 65 por cento no ano financeiro 2009-10. O presidente-executivo da Vodafone, Vittorio Colao, disse ainda a repórteres que pretende aumentar a escala do plano.

"O resultados anuais vieram bem dentro do esperado, mas o encargo de 4,2 bilhões de libras no segundo semestre é um lembrete inoportuno do passado", afirmaram analistas do JP Morgan.