Lenovo quer liderar varejo brasilero de PCs até 2011

terça-feira, 19 de maio de 2009 13:36 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Lenovo, quarta maior fabricante mundial de PCs, ingressou neste mês no varejo brasileiro com a intenção de chegar à liderança desse segmento até 2011, quando espera controlar entre 12 e 13 por cento das vendas totais do país ao consumidor final. O posto pertence hoje à brasileira Positivo, de quem, inclusive, a Lenovo já negociou a compra no final do ano passado.

A companhia anunciou nesta terça-feira que as primeiras máquinas já estão disponíveis na rede Fnac em todo o país, mas promete fechar novos acordos com grandes redes ao longo do ano.

"Muito em breve vamos ver os produtos em muitos outros varejistas", disse Tadeu Testa, diretor de negócios ao consumidor da companhia no Brasil. Ele lembrou que o varejo responde hoje por algo como 56 por cento das vendas de PCs no Brasil, índice que, junto às vendas para pequenas e médias, chega a 70 por cento do total. "Essa divisão (de varejo) será a maior da companhia", salientou o executivo.

A empresa tem parceria com dois fabricantes sob encomenda no Estado de São Paulo, cujas fábricas "estão preparadas para responder ao aumento da demanda", diz Testa, ainda que a Lenovo não informe os volumes produzidos ou a capacidade.

Segundo ele, atualmente o Brasil vende por ano cerca de 6 milhões de PCs no varejo, número que deve chegar a 7 milhões em 2011. "Com um mercado segmentado como o de PCs, com 12 por cento já dá para ser líder", afirmou.

A empresa preferiu chegar no varejo primeiro com os notebooks e netbooks, mas reiterou que os desktops também chegarão às prateleiras. Os portáteis chegam à Fnac com preços a partir de 1.799 reais.

Para os netbooks, o preço da Lenovo fica acima da média do mercado, cujos preços giram em torno de 1.500 reais. "É uma realidade com a qual teremos de conviver", admitiu Testa, que cita os recursos do equipamento como justificativa para o preço mais alto.

Os portáteis da Lenovo ainda não tem opção de chip 3G de celular embutido, mas o executivo informou que a idéia é adaptar o hardware para que o cliente possa colocar chip de qualquer operadora, diferentemente dos rivais da Lenovo, que têm preferido fazer parcerias com as teles.

Segundo estimativa da empresa de pesquisa de mercado IDC, o mercado brasileiro de PCs deve encolher 11,5 por cento em 2009 sobre as 11,8 milhões de unidades vendidas em 2008.

(Por Taís Fuoco)

 
<p>Presidente do conselho do grupo Lenovo, Liu Chuanzhi, posa para foto em Pequim, em fevereiro. A Lenovo, quarta maior fabricante mundial de PCs, ingressou neste m&ecirc;s no varejo brasileiro com a inten&ccedil;&atilde;o de chegar &agrave; lideran&ccedil;a desse segmento at&eacute; 2011.</p>