Lenovo fecha trimestre com segundo prejuízo consecutivo

quinta-feira, 21 de maio de 2009 10:32 BRT
 

HONG KONG (Reuters) - O Lenovo Group anunciou na quinta-feira segundo prejuízo trimestral consecutivo devido a custos de reestruturação, o que deixou no vermelho seus resultados anuais. A companhia ainda previu mais dificuldades neste ano fiscal devido à crise econômica mundial.

O quarto maior fabricante mundial de computadores pessoais anunciou um amplo plano de reestruturação que incluía cortes de pessoal que custaram 217 milhões de dólares à empresa em custos de demissão e despesas extraordinárias.

"O mercado mundial de computadores pessoais apresentou crescimento negativo na segunda metade do ano fiscal de 2008/09, devido à crise econômica generalizada", afirmou a Lenovo em comunicado.

Nenhum país ficou imune a essa desaceleração no mercado de computadores. O desempenho da Lenovo em diversas áreas geográficas também foi afetado em graus variáveis.

A Lenovo perdeu alguma participação de mercado durante o ano fiscal para os rivais Dell, Hewlett-Packard e Acer, mas continuou a expandir seu domínio na China, elevando a participação que detém no mercado do país de 28 para 30 por cento.

A empresa afirmou que a expectativa dos analistas é que o mercado de computadores se mantenha fraco em 2009, com queda nos embarques mundiais. A adoção de computadores de preço mais baixo também pressionará o setor, segundo a empresa.

"O grupo antecipa que o ambiente operacional se manterá muito desafiador no ano fiscal de 2009/10", afirmou a Lenovo.

A Lenovo publicou prejuízo operacional de 264 milhões de dólares no trimestre janeiro-março, seu segundo prejuízo trimestral consecutivo, depois de anunciar a primeira perda, de 96,7 milhões de dólares, no período outubro a dezembro de 2008.

O resultado mais recente reverte lucro de 140,4 milhões de dólares registrado um ano antes.

O faturamento caiu a 2,8 bilhões de dólares, ante 3,6 bilhões no trimestre anterior, com base em cálculos da Reuters.

O prejuízo excedeu a projeção média de 186 milhões de dólares entre cinco analistas consultados pela Reuters.