Bulgária seleciona IBM como parceira em centro de nanotecnologia

sexta-feira, 22 de maio de 2009 14:25 BRT
 

SOFIA (Reuters) - A Bulgária e o grupo norte-americano IBM assinaram nesta sexta-feira um acordo para o desenvolvimento de nanotecnologias --a redução dos processos industriais ao nível molecular-- no país balcânico, como parte dos esforços da Bulgária para melhorar sua competitividade.

Alguns meses atrás, o governo búlgaro decidiu estabelecer um centro de pesquisa de nanotecnologia com capital de 50 milhões de levs (35,26 milhões de dólares) --o primeiro desse tipo na Europa Central e Oriental, afirmaram as autoridades búlgaras em comunicado.

As nanotecnologias, que operam em escala 100 mil vezes menor que a de um fio de cabelo humano, são usadas agora em centenas de itens de uso cotidiano, de mangueiras de combustível em automóveis e na produção de lençóis a cosméticos e até filtro solar, nos quais minúsculas partículas de óxido de zinco são usadas para absorver a perigosa radiação ultravioleta.

As nanotecnologias estão evoluindo rapidamente e se transformando em mercado multimilionário em todo o mundo, com pesquisas que variam da produção de diamantes a usos de saúde e alimentícios.

"A IBM desempenhará papel central em auxiliar a Bulgária no desenvolvimento desse centro... e oferecerá o know-how, equipamento e conhecimentos para possibilitar o sucesso desse projeto", disse Marcelo Lema, gerente geral da IBM na Europa Central e Oriental.

A IBM, segunda maior produtora mundial de software, também é líder em pesquisa de nanotecnologia e detém mais de 10 mil patentes nesse campo.

O centro de pesquisa búlgaro terá por foco a pesquisa e desenvolvimento de nano e micromáquinas e de nano materiais, informou o comunicado do governo, sem fornecer outros detalhes.

A crise econômica mundial pôs fim aos anos de boom e de crescimento do crédito e do investimento estrangeiro na Bulgária, direcionados principalmente aos imóveis, construção e serviços financeiros relacionados a esses segmentos.

O governo agora deseja tornar o país, recentemente admitido à União Europeia, atraente para o desenvolvimento de novas tecnologias.

(Reportagem de Irina Ivanova)