Novo dono diz que Satyam tem 10 mil funcionários em excesso

sexta-feira, 22 de maio de 2009 16:46 BRT
 

Por Devidutta Tripathy

NOVA DELI (Reuters) - A indiana Satyam Computer Services tem mais de 10 mil funcionários em excesso, informou nesta sexta-feira sua nova controladora, Tech Mahindra, enquanto o presidente da prestadora de serviços de computação atingida por uma grave fraude ainda afirmou que sua receita continua em queda.

Vineet Nayyar, presidente-executivo da Tech Mahindra, que comprou participação majoritária na Satyam em um leilão no mês passado, disse que é preciso que a empresa reduza o quadro de funcionários.

"São mais de 10 mil pessoas em excesso", afirmou Nayyar. "No final das contas, se a empresa falir, teremos 40 mil pessoas sem emprego. Ninguém quer isso", acrescentou.

"Creio que o futuro será bom, mas vai exigir alguns sacrifícios em termos de compensações, em termos de muitas coisas ... Algum tipo de redução de funcionários o menos dolorosa possível é uma opção que tem que ser considerada", disse.

No entanto, Kiran Karnik, presidente do conselho designado pelo governo para recuperar a empresa, disse que a Satyam estava considerando outras medidas para cortar custos, incluindo redução de salários, mas não demissões.

O fundador e ex-presidente surpreendeu investidores em janeiro ao dizer que os lucros da empresa eram inflados há anos, colocando em dúvida as chances de sobrevivência de uma empresa que já foi a quarta maior exportadora de serviços de tecnologia da Índia.

O governo rapidamente interveio e demitiu o conselho da Satyam para conter os danos à "menina dos olhos" do setor de tecnologia indiano. A Satyam perdeu alguns clientes, e Karnik afirmou que a empresa ainda deve estender as perdas.

"Sem dúvida, a receita está caindo continuamente agora. Esperamos que comece a crescer, mas o crescimento não irá acontecer imediatamente", disse Karnik a jornalistas.

Karnik afirmou ainda que a Satyam tinha altos custos operacionais que ele está tentando controlar, e acrescentou que a Tech Mahindra tomaria a decisão final sobre como eles serão baixados.

"É como um paciente que está rapidamente sendo tratado, mas ainda não está completamente curado. Há coisas para se cuidar ainda ... uns remédios amargos", afirmou o executivo.