Indiana Bharti e sul-africana MTN buscam fusão de US$61 bi

segunda-feira, 25 de maio de 2009 15:33 BRT
 

Por Devidutta Tripathy e Gugulakhe Lourie

NOVA DELI/JOHANNESBURGO (Reuters) - A indiana Bharti Airtel e a sul-africana MTN ressuscitaram conversas sobre uma fusão que criaria uma gigante das telecomunicações de 61 bilhões de dólares, expandindo-se sobre a África, Ásia e o Oriente Médio, um ano após as tentativas anteriores terem sido abandonadas devido a discussões sobre quem controlaria a nova empresa.

A Bharti e a MTN estão considerando um acordo inicial de mais de 23 bilhões de dólares, sob o qual a Bharti deve pagar em caixa e em ações por 49 por cento da MTN, enquanto a MTN deve pagar em caixa e em apólices por uma participação efetiva de 36 por cento na empresa indiana.

Ambas esperam que isso leve a uma fusão para criar o terceiro maior grupo mundial de telefonia celular em termos de assinantes, ao combinar a maior operadora indiana e a MTN, que possui redes em 21 mercados na África e no Oriente Médio.

Trocar participação acionária dará a ambas as empresas o acesso a novos mercados, prontos para um crescimento maior, enquanto uma fusão total irá gerar uma economia de custos, permitir o compartilhamento de tecnologias, além de fornecer força financeira para uma maior expansão, dizem analistas.

Pouco mais de um terço da população total de 1,1 bilhão da Índia têm um aparelho celular, enquanto a MTN opera em mercados praticamente intocados, como no Afeganistão e no Sudão, bem como na África, onde analistas crêem que o número de usuários deve dobrar para 700 milhões até 2013.

"Há alguns benefícios tangíveis para ambos: acesso a um maior mercado, a produtos inovadores e a uma maior poder de compra", afirmou Khulekani Dlamini, um administrador de fundos da Afena Capital, de Cape Town.

Com 200 milhões de usuários, uma empresa conjunta seria a terceira maior do mundo em número de assinantes, atrás apenas da China Mobile e da Vodafone, apesar de, em termos de vendas anuais, seus 20 bilhões de dólares são ínfimos em comparação com os 60 bilhões da China Mobile e 65 bilhões de dólares da Vodafone.