Sem Time Warner, AOL agora pode inverter rumo antigo

sexta-feira, 29 de maio de 2009 13:41 BRT
 

Por Eric Auchard

LONDRES (Reuters) - A megafusão entre a America Online e a Time Warner, que está enfim sendo desfeita, conquistou manchetes tanto como a transação que definiu a era da bolha da Internet quanto como exemplo de integração fracassada.

O fiasco manteve muitos jornalistas ocupados durante a década, em críticas à Time Warner pelos erros cometidos. Mas a cisão planejada da America Online, antiga líder do mercado de Internet, pode enfim permitir que ela realize seu destino como uma empresa de Internet bem menor, mas potencialmente incômoda para os rivais.

A estrada não será fácil: pergunte a usuários de Internet quando utilizaram a America Online pela última vez e a resposta costuma ser "anos atrás". A empresa é mais conhecida por seu confuso e prolongado divórcio do que por aquilo que faz de prático no mundo dos negócios. Mas a America Online não é mais a mesma empresa que era quando a fusão com a Time Warner foi consumada.

Longe de ser o portal de negócios online que foi um dia, a America Online hoje opera uma coleção altamente distribuída de sites de mídia e redes de publicidade online.

Em lugar de tentar atrair usuários a um site central e mantê-los lá pelo maior tempo possível, a America Online está criando uma rede de sites dirigidos a públicos-alvo, entre os quais os cinéfilos, os apaixonados pela tecnologia, mulheres, homens, celebridades, em muitos idiomas ou culturas.

Os sites são bancados por publicidade, que a America Online dirige aos seus públicos utilizando uma tecnologia inteligente de buscas.

Se conduzida à conclusão lógica, a estratégia da America Online poderia resultar na criação de milhões de sites personalizados de forma instantânea, pela incorporação de porções relevantes de conteúdo baseados nos hábitos passados de uso da Web do usuário e nos interesses expressos por eles.

A esperança é de que, ao conduzir o conteúdo mais relevante aos usuários de Web, a America Online atraia seu interesse e assim consiga público para sua publicidade dirigida.

O negócio da empresa como provedor de acesso discado perde um quarto de seus assinantes restantes a cada ano. Mas os seis milhões de usuários restantes ainda fornecem dinheiro suficiente para que se concentre nos mercados publicitários.

 
<p>Edif&iacute;cio-sede da AOL em Nova York. A megafus&atilde;o entre a America Online e a Time Warner, que est&aacute; enfim sendo desfeita, conquistou manchetes tanto como a transa&ccedil;&atilde;o que definiu a era da bolha da Internet quanto como exemplo de integra&ccedil;&atilde;o fracassada.</p>