ARM quer conquistar da Intel espaço no mercado de netbooks

segunda-feira, 1 de junho de 2009 09:47 BRT
 

Por Baker Li

TAIPÉ (Reuters) - A ARM, empresa britânica de projetos de chips, planeja conquistar espaço no mercado de netbooks por meio do lançamento de seis modelos de PCs equipados com seus processadores este ano. O objetivo da companhia é conquistar 30 por cento do mercado de laptops de baixo custo no ano que vem.

Para encarar a gigante dos chips Intel, cujos processadores Atom dominam o mercado de netbooks atualmente, a ARM anunciou que quatro a cinco fabricantes de computadores, entre os quais a Wistron e a Pegatron, lançarão netbooks equipados com chips da empresa este ano, e que pelo menos 20 novos modelos serão lançados no ano que vem.

"É apenas o começo e estamos começando de uma base zero", disse o vice-presidente da ARM, Mike Inglis, em entrevista à Reuters em Taipé, antes do início da Computex, a segunda maior feira mundial de computadores.

Analistas dizem que os fabricantes terceirizados de computadores em Taiwan podem se beneficiar da incursão da ARM ao mercado de netbooks, mas que modelos mais baratos poderiam resultar em margens mais baixas.

"A ARM pode ser ameaça para a Intel, mas netbooks mais baratos significam competição de preços mais pesada no futuro", disse Andrew Deng, analista da Taiwan International Securities.

"Não existe dúvida de que os fabricantes de chips e as empresas de empacotamento e teste de chips se beneficiarão com a chegada de um novo participante ao mercado, mas minha preocupação é que suas margens não serão elevadas", disse.

Os novos netbooks terão software baseado no sistema operacional Linux, o que, em companhia dos novos processadores ARM de baixo consumo de energia, pode permitir que sejam vendidos por menos de 200 dólares, disse Inglis. Os netbooks equipados com o Atom vendidos por uma das pioneiras do segmento, a Asustek Computer, tem preços da ordem de 300 a 400 dólares.

Enquanto a Intel domina na tecnologia de chips para computadores pessoais, a ARM projeta núcleos de processamento que acionam cerca de 90 por cento dos celulares mundiais, e fatura com o licenciamento de seus projetos quando fabricantes de chips produzem processadores baseados em seus desenhos.