Presença de Jobs em conferência pode movimentar ações da Apple

segunda-feira, 8 de junho de 2009 11:05 BRT
 

Por Clare Baldwin

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Uma aparição surpresa de Steve Jobs, presidente-executivo da Apple, na conferência anual da empresa para programadores pode gerar alta nas ações da companhia nesta segunda-feira, mas sua ausência pode resultar em movimento na direção oposta.

O Wall Street Journal deu início às especulações quanto a um retorno antecipado de Jobs, que declarou que ficaria afastado da empresa até o final de junho por motivos de saúde. Blogs e outros veículos de mídia repercutiram a reportagem de que o presidente-executivo compareceria à Worldwide Developer Conference, que a Apple promove em San Francisco nesta segunda-feira.

Jobs, 54, fundou a Apple, a resgatou de um período de crise no final dos anos de 1990, lançou o iPod e o iPhone e é visto como coração e alma da empresa.

Peter Misek, analista da Canacord, aposta em alta de 1 a 5 por cento nas ações da Apple caso Jobs vá à conferência, mas não prevê baixa em caso contrário.

Já Trip Chowdhry, analista sênior da Global Equities Research, estima que as ações da Apple devem se manter ativas se Jobs comparecer, mas podem sofrer até 10 por cento de baixa caso não o faça, o desdobramento que ele considera mais provável.

No entanto, o desempenho da empresa no período de recuperação de Jobs indica que o executivo já não é crucial para o desempenho do grupo, como aponta Brian Marshall, analista da Broadpoint AmTech.

As ações da Apple fecharam em 144,67 dólares na sexta-feira, cerca de 85 por cento acima dos 78,20 dólares registrados em janeiro, a cotação mais baixa em 52 semanas. Mas as notícias de um retorno antecipado de Jobs, na sexta-feira, trouxeram alta de apenas 1 por cento.

"Não se trata apenas de Steve Jobs", disse Marshall. Os investidores se sentem "muito confortáveis" com Tim Cook, vice-presidente de operações da empresa, cotado como próximo presidente-executivo do grupo, afirmou.

Keith Bachman, analista da BMO Capital Markets, afirmou que uma presença de Jobs, mesmo que momentânea, poderia beneficiar as ações da empresa, mas menos do que no passado.

"Se ele comparecer e parecer bem de saúde, as ações devem subir", diz Bachman, mas as dimensões da alta dependeriam de outros fatores, como anúncios de novas versões do iPhone.

 
<p>Combina&ccedil;&atilde;o de fotos do presidente-executivo da Apple, Steve Jobs. Da cima para baixo, da esquerda para direita: julho de 2000, novembro de 2003, setembro de 2005, setembro de 2006, janeiro de 2007 e setembro de 2008.</p>