Empresas de tecnologia tentam convencer China a rever filtro

quarta-feira, 10 de junho de 2009 11:26 BRT
 

Por Lucy Hornby

PEQUIM (Reuters) - Um grupo que representa as empresas de tecnologia da informação, sediado em Washington, apelou à China nesta quarta-feira para que reconsidere a exigência de instalação de software de filtragem de conteúdo da Internet em todos os computadores novos vendidos no país.

Os regulamentos chineses dispõem que o "Green Dam", um programa desenvolvido pela Jinhui Computer System Engineering, venha pré-instalado em todos os computadores pessoais fabricados ou embarcados no país a partir de 1o de julho. A China alega que o objetivo do filtro é bloquear pornografia.

A medida despertou preocupações no setor de tecnologia bem como em grupos de defesa dos direitos dos usuários sobre compatibilidade e integração de software, segurança na computação e liberdade no uso da Internet.

"O Information Technology Industry Council, a Software & Information Industry Association, a Telecommunications Industry Association e a TechAmerica pedem ao governo chinês para reconsiderar a implementação de seu novo software compulsório de filtragem e apreciariam a oportunidade de um diálogo significativo", afirmam as organizações em comunicado conjunto.

"Acreditamos que deveria haver um diálogo aberto e saudável sobre as maneiras pela qual software para controle de computadores pelos pais pode ser oferecido no mercado de forma que garanta a privacidade, a confiabilidade de sistemas, a liberdade de expressão, o livre fluxo de informação, a segurança e a liberdade de escolha dos usuários", afirma o texto.

Os membros dessas organizações incluem diversos dos principais fabricantes de computadores e produtores de software dos Estados Unidos.

O documento que estipula a instalação compulsória do software foi publicado formalmente pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação na terça-feira, depois de ser enviado aos fabricantes de computadores de modo informal na metade de maio. As autoridades chinesas haviam anteriormente garantido aos fabricantes que o software só seria obrigatório nos computadores vendidos a escolas.

 
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