June 12, 2009 / 6:50 PM / in 8 years

Filtro chinês de software deixa PC vulnerável, apontam pesquisas

3 Min, DE LEITURA

PEQUIM (Reuters) - Um filtro de softwares obrigatório na China deixa usuários vulneráveis a sites mal-intencionados que podem roubar dados pessoais ou instalar códigos em computadores pessoais, constataram pesquisadores da Universidade de Michigan.

O governo chinês exige a pré-instalação obrigatória do software "Green Dam" em todos os computadores novos fabricados ou enviados ao país até 1o de julho, sob a justificativa de que a medida irá proteger crianças da pornografia.

Muitas escolas já instalaram o programa, mas associações representantes de fabricantes de computadores da indústria norte-americana têm pedido ao governo chinês que reconsidere a exigência, com base em preocupações que variam desde segurança cibernética a performance do software até a liberdade na Internet.

Sites podem explorar as vulnerabilidades do software para controlar o computador, segundo o relatório dos pesquisadores Scott Wolchok, Randy Yao e J Alex Halderman, da Universidade de Michigan.

"Isso poderia permitir que sites mal-intencionados roubem dados privados, enviem spam ou registrem o computador em um botnet", apontou o relatório.

"Alem disso, escontramos vulnerabilidades na forma como o Green Dam processa atualizações da lista negra, que possibilitaria com que desenvolvedores de software e outros instalem códigos mal-intencionados durante o processo de atualização."

O programa Green Dam filtra palavras e imagens, bem como endereços de sites.

Uma vez intalado, o software automaticamente fecha o navegador Internet Explorer da Microsoft se o usuário tentar acessar um site que estiver na lista negra.

Oss departamentos de educação chineses continuam com as instalações do software, segundo a imprensa estatal.

Cerca de 4 milhões de computadores em todas as cerca de 1.500 escolas primárias e secundárias em Xangai serão equipadas com o Green Dam até o final do mês, relatou a agência de notícias Xinhua nesta sexta-feira.

Cerca de 48 por cento dos adolescentes chineses já visitaram sites de pornografia, segundo a agência, que cita uma pesquisa divulgada no mês passado pelo centro de pesquisas da juventudade chinesa.

Reportagem de Lucy Hornby

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