Presidente da SAP vê sinais de melhora no setor

quarta-feira, 17 de junho de 2009 13:41 BRT
 

Por Dominique Vidalon

PARIS (Reuters) - A SAP, maior produtora mundial de software para empresas, vê sinais de melhora no setor e vai manter sua meta de margem de lucro operacional em 2009, afirmou o presidente-executivo, Leo Apotheker, nesta quarta-feira.

Mas Apotheker declarou em um evento de mídia em Paris que é cedo demais para dizer se há provas de uma recuperação real da economia.

"A situação do mercado hoje já não é tão má quanto há alguns meses. Mas se pode falar de recuperação? Ainda é cedo demais para dizer", afirmou.

Perguntado se apostava em uma virada positiva para 2010, Apotheker disse a jornalistas que "minha opinião é de que, caso não haja um grande choque, seria de esperar que as coisas em 2010 sejam um pouco melhores do que em 2009".

Apotheker disse à Reuters Television, além disso, que a SAP não tinha planos para uma emissão de ações e que os cortes planejados de funcionários estão progredindo e serão concluídos mais cedo que o esperado.

Apotheker conversou com jornalistas depois que a SAP anunciou uma parceria de três anos com a PlatNet Finance, uma organização francesa sem fins lucrativos, cujo primeiro projeto será assistência a agricultores no norte de Gana.

A SAP, cuja rival mais próxima é o grupo norte-americano Oracle, anunciou anteriormente que esperava atingir margem operacional de 24,5 a 25,5 por cento em 2009, excluídos itens extraordinários, e a taxas constantes de câmbio.

A SAP não informou suas metas de vendas para software e serviços correlatos, sua principal fonte de receita, este ano. Mas reiterou em abril que baseava a projeção de margens na suposição de que as vendas ficariam estagnadas ou seriam um por cento inferiores aos 8,6 bilhões de euros (12 bilhões de dólares) registrados em 2008.

A SAP, que realizou sua maior aquisição ao tomar o controle da BusinessObjects em 2007, não quis comentar sobre futuros planos de aquisição.

No começo do mês, Apotheker disse ao diário francês Le Figaro que a SAP continuaria a realizar aquisições e que tinha 5 bilhões de euros para tanto.