Microsoft vê forte crescimento na publicidade em celulares

quarta-feira, 24 de junho de 2009 11:32 BRT
 

Por Cyril Altmeyer

CANNES, França (Reuters) - A publicidade dirigida a celulares responderá por entre cinco e 10 por cento do investimento publicitário mundial dentro de cinco anos, afirmou um executivo da Microsoft, nesta quarta-feira.

"Dentro de cinco anos, a publicidade para celulares responderá por cinco a 10 por cento dos gastos de mídia, mas isso não vai acontecer de uma vez, e sim gradualmente", afirmou Scott Howe, vice-presidente de soluções para anunciantes e editoras da Microsoft, em entrevista à Reuters.

Howe acrescentou que a publicidade também seria conduzida pela demanda originada do varejo e dos mercados emergentes.

A Microsoft, maior produtora mundial de software, lançou recentemente seu serviço de buscas Bing, em um esforço por combater o domínio do Google no lucrativo setor de buscas na Internet e no mercado publicitário a ele relacionado.

Um dos principais recursos do Bing é que os usuários podem realizar buscas com apenas um clique, o que torna o serviço mais fácil de usar em aparelhos portáteis.

Howe não ofereceu detalhes sobre os objetivos do Bing em termos de participação de mercado.

"Desde que continuemos a fazer progresso, um dia chegaremos onde queremos", disse ele durante o festival publicitário de Cannes.

O Bing vem conquistando mercado junto aos rivais, de acordo com dados setoriais lançados no começo do mês, mas ainda está muito atrás do Google, o líder do mercado.

O novo serviço de buscas respondeu por 12,1 por cento das buscas realizadas nos Estados Unidos na semana de 8 a 12 de junho, ante 11,3 por cento na semana precedente, mas ainda está muito abaixo dos 65 por cento do mercado norte-americano de buscas detido pelo Google em maio.

À medida que mais consumidores adotam novas tecnologias e aparelhos como os celulares inteligentes, exemplificados pelo iPhone, da Apple, a publicidade para celulares deve crescer em ritmo anualizado de 45 por cento e atingir 28,8 bilhões de dólares em cinco anos, ante os atuais 3,1 bilhões de dólares, ou 0,6 por cento do investimento publicitário total, de acordo com a Ineum Consulting.